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domingo, 8 de novembro de 2026
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Sorriso: Organização Social pede rompimento de contrato com Hospital Regional

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O Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano protocolou na Secretaria de Estado de Saúde, na última sexta-feira (8), o pedido de rompimento do contrato para gerir o Hospital Regional. A informação foi repassada, ao Só Notícias, por uma fonte ligada ao hospital e a alegação é a falta de pagamento por parte do governo.

Com isso, o governo tem 60 dias, a partir de hoje, para começar a assumir a gestão da unidade de saúde. Após este prazo, o instituto não irá mais se responsabilizar pela gerência.

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Uma fonte disse ainda que os médicos estão com dois meses de salários atrasados. Os profissionais protocolaram no Conselho Regional de Medicina, Ministério Público Estadual e também OSS que se esta semana se o pagamento não fosse regularizado, não seriam mais aceitos pacientes na UTI e na clínica médica. Ou seja, funcionariam apenas os serviços de atendimento de urgência e emergência. Os profissionais não descartam até abandonar o trabalho na unidade.

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No mês passado, o diretor geral do instituto e gestor do hospital, Naírio Augusto dos Santos, foi até a câmara dos vereadores e expôs a complicada situação financeira vivida atualmente. Ele mostrou os números de atendimentos, cirurgias, exames e atendimentos de emergências. Disse também que existe uma dívida com fornecedores de aproximadamente R$ 2 milhões e que o governo deve aproximadamente R$ 4 milhões para o instituto.

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Em abril de 2012 a unidade recebia R$ 3,8 milhões para fazer as suas cirurgias, exames e atendimentos. Em abril deste ano, houve aumento de 30% do volume de atendimentos e o valor teria encolhido. Esta situação geral já foi apresentada às autoridades estaduais a mais de 60 dias para que providências fossem tomadas, no entanto, nada foi feito, disse o diretor geral na oportunidade.

"Em relação a valores retidos e não foram repassados, atualmente são R$ 4,6 milhões (a dívida do governo com o instituto) e ainda estamos por receber a competência do mês de março. Se o governo quiser que entregamos o hospital para ele ou para o consórcio não há restrição nenhuma. Se isso for a decisão do governo, estamos aptos a fazer isso de imediato e sem transtorno, porque nós não queremos causar nenhuma descontinuidade a prestação de serviços a nossa população. Obviamente que passaremos o quadro de pessoal existente, os estoques, os fornecedores a serem pagos para fazer o repasse, seja pra quem for", disse anteriormente.

(Atualizada às 13h30)

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