Sinop: UFMT lança campanha para orientar vítimas de violência e cobrar implantação da delegacia da mulher
Professores e acadêmicos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) realizaram um ato de conscientização na avenida Júlio Campos, esta manhã, sobre abusos psicológicos, físicos e econômicos contra a mulher. A campanha também pede a implantação da Delegacia para Atendimento Especializado à Mulher e foi desenvolvida após alunas da universidade serem assediadas sexualmente por um acadêmico.
O movimento busca orientar sobre as diversas formas de violência que várias mulheres sofrem diariamente e, por medo, não denunciam. “Esse movimento é para solicitar uma delegacia especializada para a mulher. Estamos distribuindo os balões com ‘hashtag’ para orientar e cobrar celeridade na implantação. Não precisamos apenas de uma delegacia e sim de um acompanhamento, orientação e apoio para essas vítimas. Assim como aconteceu com nossas alunas várias mulher são assediadas e, por falta de conhecimento não denunciam”, disse, ao Só Notícias, a representante da campanha, professora Clarianna Martins Baicere Silva.
Hoje, às 18h, na sede da universidade, o movimento realizará um fórum para debates de políticas públicas para mulheres vítimas de violência. “Começamos a campanha hoje e, à noite, temos o debate com representantes dos sindicatos e organizações de Sinop, além da prefeita Rosana Martinelli e o delegado regional Sérgio Ribeiro para juntos enfrentarmos essa luta”.

Laços rosas foram colocados em todos os postes da avenida Júlio Campos até a sede da UFMT para simbolizar o ato.
Conforme Só Notícias já informou, duas jovens procuraram a delegacia da Polícia Civil para denunciar um homem de 40 anos por assedio sexual no interior da UFMT. De acordo com o boletim de ocorrência, registrado na época, o acusado utilizava uma bicicleta para acompanhá-las pelas vias da universidade e na avenida Alexandre Ferronato, que dá acesso ao campus.
Consta ainda no documento, que o suspeito se aproxima e tenta coagir as vítimas para ir até a residência dele para praticar sexo. Além disso, o acusado acompanha as vítimas pela calçada e com um áudio gravado no celular faz o convite para atos sexuais.
Ainda segundo as jovens, outras alunas já teriam sido assediadas pelo suspeito. Determinamos a instauração de um processo administrativo disciplinar interno para averiguar a denúncia.







