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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Sinop: projeto para detentos trabalharem plantando verduras e frutas é ampliado

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O diretor executivo do Conselho da Comunidade de Sinop, José Magalhães Pinheiro, avaliou que os projetos lançados, há poucos dias, no presídio Ferrugem para ressocialização de reeducandos são essenciais para oportunizar a eles condições de mudança. As ações do ReVida, Restaurar, Semear e Sinop Bolas Oficinais visam dar condições de trabalho para os reeducandos.  “No meu entendimento só através da tríade, que é religião, trabalho e educação é possível mudar. Sem essa tríade não é possível. O conselho tem feito o seu papel ressocializador que é criar ferramentas para que o preso possa ser reinserido na sociedade”, analisou.

Magalhães também explicou que o projeto Semear é a realização de um sonho.  “Este projeto nasceu no devaneio da gente ver aqui no presídio, no entorno, toda uma área criando mato. E pensamos porque não plantar? Por que não cultivar? Em 2017 começamos com cinco mil mudas de pepino, uma parceria também com a secretaria de Desenvolvimento Econômico e outras empresas. Em 2018, infelizmente, foi travado por uma decisão do Tribunal da Justiça. Mas agora em 2019 conseguimos reativar esse projeto com os mesmos parceiros”, ressaltou.

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No Semear trabalham seis reeducandos, diariamente, no plantio e manutenção do cultivo das hortaliças e frutas. A cada três dias trabalhados é descontado um dia da pena.

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A secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) da prefeitura municipal está apoiando e participando do programa. Segundo o técnico Clóvis Sanches, na primeira etapa do projeto foram plantadas 12.780 mudas de abacaxi e 4 mil mudas de quiabo. Após iniciar o período chuvoso, serão plantadas 1.500 mudas de pimentão,  um hectare de maracujá e meio hectare de batata doce. “Este trabalho é voltado para a fruticultura e olericultura e o nosso papel é a orientação técnica junto com os reeducandos, buscando capacitá-los quanto às práticas e técnicas mais eficientes na produção, como o preparo da terra, plantio, colheita”, explicou. Um mercado comprará toda a produção de pimentão, quiabo e batata doce e a Coopernop toda a produção de maracujá e abacaxi para produção de polpa.

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A informação é da assessoria da prefeitura.

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