Sinop: justiça mantém presa acusada de envolvimento em latrocínio de acadêmico
A Terceira Câmara Criminal decidiu, por unanimidade, não aceitar o pedido de liberdade formulado pela defesa de Kenia Canachiro Dias, acusada de envolvimento na morte do estudante de medicina Eric Francio Severo, 21 anos, no final do ano passado. Não foram divulgados detalhes do pedido interposto pela defesa, porém, de acordo com o relator do processo Gilberto Giraldelli, foi “demonstrado o modus operante empregado pela paciente (Kenia) e demais denunciados, e a gravidade concreta dos fatos a ela imputado”.
Giraldelli ainda apontou indícios de que a liberdade de Kenia poderia “comprometer a instrução criminal e se furtar à aplicação da lei penal”, uma vez evidenciado o “periculum libertatis (termo jurídico que indica quando a liberdade do acusado oferece perigo), o que afigura necessária a manutenção da segregação, especialmente para a manutenção da ordem pública”.
Conforme Só Notícias já informou, o Ministério Público Estadual também ofereceu denúncia à justiça contra Márcio Batista e Rafael Bueno dos Santos Mussuco, pelo latrocínio, além de Acácio Batista, preso em São Paulo, que teria encomendado a caminhonete GM S-10 roubada de Eric. Kenia é acusada de dar apoio à ação. Eles não devem ir a júri popular, uma vez que o crime é considerado contra o patrimônio.

Márcio e Rafael foram presos em flagrante, com a caminhonete GM S10 branca roubada de Eric e alegaram, em entrevista, que mataram o jovem para não serem identificados. Acácio está preso há vários meses e cumpre pena por diversos crimes (não confirmados) no presídio José Parada Neto, em Guarulhos (SP), sendo aguardado seu depoimento por meio de carta precatória, já que seria quem encomendou a caminhonete para ser vendida do Paraguai, segundo o delegado Sérgio Ribeiro.
Márcio e Rafael Bueno dominaram Eric instantes após ele sair de um bar, no centro da cidade. Eles o executaram em uma mata, em Lucas do Rio Verde, e iriam levar a caminhonete para o Paraguai. Mas foram presos por policiais rodoviários e recambiados para Sinop. Em depoimento, confessaram o latrocínio e aguardam julgamento, presos, no Ferrugem. Eles alegaram que a caminhonete foi encomendada por um presidiário em São Paulo e receberiam dinheiro para roubá-la e transportá-la.







