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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Sinop: audiência de PMs acusados por morte de pedreiro é adiada

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Pela terceira vez a vara criminal de Sinop redesignou a audiência de instrução e julgamento dos policiais militares Evanildo da Silva Moreira Lopes, Elton de Siqueira Campos e Alexandre José Dall Acqua denunciados por crime de tortura (lei 9.455/1997) seguido pela morte do pedreiro Tiago Maurício Rodrigues dos Santos, ocorrida em julho de 2008. Conforme o processo, a nova alteração deixa a audiência prevista para dezembro.

A audiência seria realizada hoje, no entanto, segundo o processo, os réus não foram intimados “em virtude do movimento grevista dos Servidores do Poder Judiciário e ainda por se tratar de processo de réu solto”. A primeira data estava programada para maio do ano passado, sendo transferido para abril deste. Na audiência de instrução e julgamento participam juiz, auxiliares, testemunhas, advogados e as partes, com o objetivo de obter a conciliação destas, realizar a prova oral, debater a causa e proferir sentença.

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Os militares são denunciados pelo crime de tortura, classificado como constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental com o fim de obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa, resultando em morte.

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Em agosto de 2009, conforme Só Notícias informou, Alexandre Dall Acqua e Elton requereram, em suas defesas, absolvições sumárias, “tendo como base que o crime objeto da denúncia fora praticado isolada e inesperadamente pelo acusado Evanildo da Silva Moreira Lopes, inclusive traindo as suas confianças, vez que eram os policiais encarregados pela diligência”, consta no processo.

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Já Evanildo “alegou discordância da denúncia por não ter praticado os crimes descritos, porém, requerendo o não recebimento da denúncia somente em relação ao crime de tortura”. Os três pedidos de absolvição não foram acatados.

O crime ocorreu em julho de 2008. Tiago morreu depois de ser espancado em uma sala na delegacia para onde foi encaminhado junto com o irmão. Eles eram acusados de estarem em um carro da onde supostamente teriam sido feitos disparos contra um soldado, que estava a paisana.

 

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