Sinop: acusado de matar criança pode ‘escapar’ de júri popular
A Justiça aguarda o resultado do exame de insanidade mental de João Ferreira da Silva, acusado de violentar e matar o garoto Bruno Aparecido dos Santos, em 2005, crime chocou toda a sociedade pela crueldade. O juiz já havia expedido a sentença de pronúncia, mas o processo foi interrompido após o pedido para a realização do exame, feito pelo defensor público. João iria a júri popular, mas, agora será submetido a exames para depois a Justiça decidir seu futuro. Enquanto isso, o acusado continua no presídio Ferrugem.
Conforme a sentença de pronúncia, que determina o julgamento, “na fase policial, João confessou em detalhes a autoria dos crimes. Em juízo, todavia, alegou não se lembrar dos fatos, atribuindo isso hora a espancamentos que recebera da polícia, hora a remédios que teria tomado em Cuiabá, hora a estar sob o efeito do álcool. As demais provas constantes do bojo processual convergem para a pessoa do réu, autorizando, assim, um juízo de admissibilidade de que o mesmo seja realmente o autor dos crimes lhe atribuídos na denúncia. Ante a comprovada materialidade delitiva e indícios da autoria, esta recaindo na pessoa do acusado João Ferreira Silva, inviabiliza por completo acolher o pedido de impronúncia da combativa defesa”.
Relembre o caso
O corpo do garotinho Bruno foi encontrado dez dias depois dele ter desaparecido, enterrado ao lado de uma casa em construção onde o réu morava, no bairro Nossa Senhora Aparecida. A polícia só chegou até o local após João Silva ser preso acusado de atentado contra outra criança.

Na construção, a polícia encontrou indícios que poderiam ligar ao outro crime, como bolinhas de gude que pertenciam ao garotinho Bruno. João teria confessado que enterrou o corpo da criança no local. Ele foi processado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.







