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domingo, 8 de novembro de 2026
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Sindicatos rejeitam aumento do ICMS no diesel para sanar crise na saúde no Estado

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Após ser descartado o uso de recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) para socorrer aos hospitais regionais, filantrópicos e aos municípios, que cobram repasses na Saúde, o governo estadual apontou para a possibilidade de aumento na cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no óleo diesel para quitar a dívida de R$ 115 milhões com a Saúde no estado.

Mas a sugestão também foi rejeitada pelo empresariado, representado pelo Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso (Sindipetróleo-MT) e pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de Mato Grosso (Sindmat).

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Assim como fizeram os executivos do agronegócio para barrar alterações no Fethab, representantes desses dois sindicatos procuraram o governo na semana passada e expuseram seus motivos para discordar do aumento no ICMS.

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Para eles, qualquer possibilidade de majoração de impostos aumentaria as dificuldades da revenda de combustíveis e do transporte rodoviário de cargas. “O transporte já está sendo penalizado com a recessão econômica. Estamos vendo muitas empresas entrando em recuperação judicial. Não há mais espaços para ceder a aumento de impostos”, justificou Eleus Vieira de Amorim, presidente do Sindmat.

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“O consumidor final será penalizado. Quanto às transportadoras, se elas passam por dificuldades, isso também afeta os postos. São empresas que deixam de abastecer”, completou Nelson Soares Júnior, diretor-executivo do Sindipetróleo.

As entidades defenderam a regularização fundiária como uma das saídas para destinação de mais recursos para a área da saúde.

O deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM), líder do governo na Assembleia Legislativa, foi quem ouviu a demanda dos empresários e se comprometeu a conversar com o Executivo sobre o assunto. “Acreditamos que o governador Pedro Taques resolverá a questão da saúde sem que toda a população seja impactada pelo aumento de impostos”, pontuou o parlamentar.

No entanto, Dal Bosco afirmou, esta manhã, que conversou com o governador Pedro Taques (PSDB), mas que nenhuma solução foi encontrada para solucionar o impasse na Saúde, até o momento. “Ele está preocupado, ele quer dinheiro novo”.

O deputado aponta para a dificuldade em conseguir esse respaldo junto às classes produtoras. “Onde vai mexer, todo mundo corre. Estamos conversando com todos os setores”, lamentou Dilmar, demonstrando aflição quanto ao assunto.

Segundo ele, a saída será criar uma lei que defina de onde será retirado o dinheiro para garantir a saúde pública em Mato Grosso, no entanto, afirma que nada foi encaminhado ainda nesse sentido.

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