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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Sindicância é aberta e exame residuográfico apontará se bombeiro atirou em estabelecimento em Sorriso

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O capitão Heraldo Moura, comandante do batalhão de Sorriso, informou, ao Só Notícias, que foi aberta sindicância para apurar se realmente um soldado da corporação, encaminhado à delegacia de Polícia Civil, no último sábado, atirou em um estabelecimento comercial. O soldado nega as acusações, entretanto, sua arma foi apreendida e o resultado do exame residuográfico (para verificar a existência de partículas de chumbo ou de outras substâncias na pele das mãos) deve sair em até 40 dias, prazo para concluir a sindicância.

“Foi aberta portaria e um militar fará sindicância apuratória para descobrir se de fato ele disparou o tiro para o alto e como foi a conduta dele, na abordagem para separar a briga. Quando a arma dele foi solicitada, estava com as munições intactas, tanto que teve testemunhas que disseram que ele não atirou e teve outras que disseram que atirou. Tem várias versões. Após a sindicância, se for constatado que ele disparou, vira crime militar, por disparar em via pública sem necessidade. Então, vai para um inquérito policial militar, ele vai ter ampla defesa contraditória e se for julgado culpado pode abrir um conselho de disciplina em caráter demissório”, informou o capitão.

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“A arma dele foi apreendida pela Polícia Civil e foi feito exame residuográfico, temos que aguardar, não posso julgar só pelo que a suposta vítima falou. Temos testemunhas que defendem o bombeiro, que disseram que só foi para apaziguar. Por enquanto, segue suas funções normalmente”, emendou.

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Conforme Só Notícias já informou, o soldado foi encaminhado à delegacia acusado de efetuar disparos. Algumas pessoas relataram à Polícia Militar que houve um desentendimento entre o proprietário do local e dois homens que estavam acompanhados de uma mulher. Segundo esta versão, os três estavam consumindo bebidas alcoólicas e incomodando uma atendente. Um segurança teria tentado tirar os dois homens para fora. Posteriormente, o dono do local teria chegado e agredido os dois, que ficaram feridos. Em seguida, o soldado teria ido até o estabelecimento e efetuado dois tiros para cima. O militar nega as acusações, no entanto, segundo o registro feito pelos policiais, haviam dois furos no teto da empresa.

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Já o dono da empresa afirmou que cometeu as agressões porque os dois tentaram entrar no escritório para danificar o computador que armazena as imagens das câmeras de segurança. Ele, o bombeiro e o funcionário da empresa foram encaminhados para a delegacia e, posteriormente, liberados. Já os outros dois foram encaminhados para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

 

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