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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Servidores da Saúde em Mato Grosso suspendem indicativo de greve e fazem cobranças

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Os servidores do Serviço Único de Saúde se reuniram hoje e decidiram suspender o indicativo de greve, marcado para amanhã. A decisão foi tomada depois que o governo apresentou um “acordo de resultados” para os primeiros 100 dias de gestão, quando devem ocorrer as primeiras adequações. A categoria entregou uma pauta com 17 reivindicações apresentados pelo Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde e do Meio Ambiente (Sisma).
 
“Estaríamos correndo o risco de encerrar as negociações mantendo o indicativo de greve, diante da apresentação de um plano logo no primeiro dia da nova gestão. Isso é um mérito deste governo. Mas o cronograma com estabelecimento de prazos é uma garantia para o sindicato, para o trabalhador. É um mecanismo de cobrança”, explicou o presidente Oscarlino Alves.
 

O governo terá prazo de aproximadamente 3 meses para traçar planejamento e execução de cada um dos 17 itens reivindicados. “São todos problemas graves e que merecem atenção máxima”. Ele mencionou que a primeira cobrança é o rompimento de contrato com as Organizações Sociais, ação que o novo governador já declarou que vai tratar com cautela. O cronograma que os servidores aprovaram hoje estabelece a apresentação de um plano de ação do Governo ao Conselho Estadual de Saúde “para cumprimento das Resoluções que determinam a saída das OSS e retomada do Gerenciamento das Unidades de Saúde pela SES/MT – 100% pública”, conforme o documento. Os servidores reivindicam que este plano seja apresentado em fevereiro.
 
É cobrado concurso público que não ocorre há 12 anos no setor de saúde, segundo o sindicato. O cronograma prevê que, também em fevereiro, o governo apresente uma estratégia para que o concurso seja feito ainda este ano. “Outro entrave para a Saúde tem sido a curva decrescente de investimentos nesta pasta crucial, que lida com vidas”, afirmou o presidente, acrescentando que existe uma lógica de depreciação da Saúde Pública.

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Além de Cuiabá, houve assembleias nos hospitais regionais de Colíder, Cáceres e escritórios regionais de Água Boa, Barra do Garças, Cáceres, Sinop, Juína, Juara, Diamantino e Tangará da Serra.
 
 

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