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sábado, 7 de novembro de 2026
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SEMA passa a embargar áreas desmatadas ilegalmente mesmo sem identificar dono ‘fechando cerco a infratores’

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A secretaria estadual de Meio Ambiente informou, hoje, que o embargo de áreas desmatadas ilegalmente sem a identificação do proprietário é uma das estratégias adotadas para, posteriormente, responsabilizar os infratores e evitar a impunidade. Com a medida, o dono da área passa a ter restrição na base de dados da Sema ao tentar acessar outros serviços. 

O embargo proíbe o uso da área para qualquer atividade, com o objetivo de impedir a continuidade do dano ambiental e possibilitar a regeneração da área degradada, de acordo com o Decreto 6514/2018. A restrição é lançada no polígono que representa a fração da área, delimitada no mapa pelas coordenadas geográficas. 

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“O Estado tem tolerância zero com os crimes ambientais e a determinação do governador é de que devemos autuar 100% do desmatamento feito em desacordo com a legislação. Quem insistir em cometer crimes achando que não vai ser responsabilizado está cometendo um erro”, disse o secretário executivo de Meio Ambiente, Alex Marega. 

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A gerente de Planejamento de Fiscalização e Combate ao Desmatamento, Graziele Gusmão, acrescentou que “estamos fechando o cerco contra os infratores que imaginam que poderiam infringir as leis ambientais sem consequências. No momento em que ele procura emitir documentos para vender a sua produção, o embargo estará lá, a multa será lavrada e ele será penalizado”.

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Entre agosto de 2021 e julho do ano passado, 9,3% do desmatamento foi realizado em áreas sem Cadastro Ambiental Rural (CAR). No total, há aproximadamente 31 mil embargos vigentes emitidos pela Sema, somando uma área de 1,1 milhão de hectares. 

A metodologia começou a ser aplicada há dois anos, pela secretaria e, de lá para cá, tem sido referência para outras secretarias estaduais. Outras secretarias visitaram Mato Grosso e buscam a normativa estadual e as estratégias de fiscalização para utilizar como base. As fiscalizações que ocasionam os embargos acontecem tanto por imagens de satélite, quanto por equipes em campo. Em caso de flagrante, a fiscalização apreende maquinários e embarga a área no sistema aguardando a identificação do proprietário, informa a secretaria estadual de Comunicação.

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