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sábado, 7 de novembro de 2026
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Sema confirma que processos na Jurupari estão suspensos temporariamente

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O secretário de Estado do Meio Ambiente, Alexander Torres Maia, disse nesta quarta-feira,q que a suspensão dos 68 processos de licenciamento e exploração florestal investigados pela Polícia Federal na Operação Jurupari, se deu de forma preventiva. "A suspensão tem caráter temporário e foi feita por força de mandado de busca e apreensão". Os documentos estão em posse da Justiça Federal e, se comprovadas as irregularidades, continuarão suspensos.

O secretário disse ainda que já foi solicitado, via Procuradoria Geral do Estado, que os processos retornem para a Sema, a fim de que possa ser feita a análise técnica e vistoria dos mesmos. "Enquanto os processos não estiverem na Sema não temos como dar continuidade a esses procedimentos".

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O governo do Estado suspendeu 68 processos que segundo as investigações da Polícia Federal teriam sido concedidos de forma fraudulenta. Licenças, autorizações e cadastros de consumidores de produtos finais (CC-SEMA) relacionados aos empreendimentos também foram suspensos.

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A portaria nº 87/2010, assinada pelo secretário estadual de Meio Ambiente (Sema), Alexander Maia, foi publicada no Diário Oficial do Estado.

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Também já foi publicado no Diário Oficial do Estado (15.06), as portarias que determinam a instauração de Processo Administrativo Disciplinar (PAD), contra os cinco servidores da Sema citados na Operação Jurupari. A instauração do PAD tem por objetivo apurar o possível envolvimento dos servidores.

A Comissão Permanente de Processo Administrativo Disciplinar da Sema tem um prazo de 10 dias, a contar da data de publicação no Diário Oficial para dar inicio aos trabalhos e, a partir daí, 60 dias, que podem ser prorrogados por mais 60 dias, para concluí-los.

Caso seja comprovado o envolvimento dos servidores a Lei Complementar 207, de 2004 – Código Disciplinar do Servidor Público do Estado de Mato Grosso, prevê como penalidades disciplinares a repreensão, suspensão de até 30 dias ou de 31 a 90 dias, demissão, cassação da aposentadoria ou disponibilidade ou destituição de cargo efetivo ou em comissão.

Dos cinco servidores citados dois são efetivos e foram afastados das funções que ocupavam. Os demais já foram exonerados.

A Operação foi desencadeada pela Polícia Federal após um período de dois anos de investigações. Noventa e um acusados de participação no suposto esquema de fraudes em projetos de manejo e outros crimes ambientais na região amazônica mato-grossense tiveram prisão preventiva decretada.

Os mandados foram expedidos pelo juiz Julier Sebastião da Silva, titular da 1ª Vara da Justiça Federal de Mato Grosso. A PF indiciou 93 envolvidos no caso.

De acordo com as investigações, o esquema se baseava em fraudes na emissão de plano de manejo com o objetivo de legalizar madeira extraída de áreas ilegais como reservas indígenas e de unidades de conservação.

 

 

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