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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Secretário diz que prefeitura terá bom senso para resolver problema dos ambulantes em Sinop

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 A prefeitura terá bom senso para resolver o problema da ocupação dos espaços públicos por vendedores e cozinhas ambulantes em Sinop. A avaliação é do secretário de Indústria e Comércio, Daniel Brolese. Ao Só Notícias, explicou que ainda não recebeu a notificação do Ministério Público Estadual (MPE), que recomendou medidas visando a desocupação. No entanto, adiantou que o assunto deverá ser amplamente debatido.

“Eu, como secretário, não recebi a notificação. O certo é que este documento será estudado. A gente tem que buscar uma solução que seja boa para os ambulantes, para os comerciantes e para a sociedade. Não podemos deixar de dizer que há um lado social envolvendo esta questão. O ideal é encontrar um meio termo para que nenhuma das partes seja prejudicada”, afirmou.

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Na notificação, o MP recomenda que a prefeita Rosana Martinelli e o procurador jurídico Marcel Natari Vieira adotem as medidas necessárias visando a completa desocupação dos espaços públicos utilizados por vendedores e cozinhas ambulantes que exercem o comércio dos mais variados objetos. A princípio, foi estabelecido o prazo de 15 dias para cumprimento da recomendação e 30 dias para a efetiva fiscalização.

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A promotora Audrey Ility destaca que existem dois inquéritos civis em trâmite e que as autoridades estão cientes das irregularidades desde março de 2016, quando foi instaurada a primeira portaria sobre o assunto. Entre os problemas apontados estão a ocupação irregular de bens públicos por estabelecimentos móveis, ou mesmo por pessoas que vendem bens de todas as espécies, tais como móveis, eletrônicos, roupas, calçados, alimentos, entre outros itens.

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Segundo ela, inicialmente foi instaurado inquérito civil apenas com relação as cozinhas ambulantes, mas a portaria foi aditada e passou a englobar todas as atividades ambulantes de venda de bens de toda espécie. “É dever do poder público organizar estes espaços públicos e as atividades permitidas, inclusive incentivando estas pessoas a regularizarem suas atividades e conceder locais seguros e dignos a toda a população para tanto”.

Ressaltou, ainda, que “as referidas atividades contrariam as normas e causam transtorno à mobilidade e à paisagem urbana, porque geram a concentração de pessoas nos espaços públicos, mesas sobre as calçadas, muitas delas ocupando a totalidade desses espaços”.

Conforme o MPE, até mesmo nas proximidades da Catedral, via de tráfego intenso da cidade, há um estabelecimento móvel que, segundo informado pelo município de Sinop, atua há meses sem licença. Na notificação, o MPE cobra a fiscalização das atividades e alerta aos gestores que a omissão poderá implicar em responsabilização, inclusive por ato de improbidade administrativa, já que as autoridades foram notificadas formalmente.

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