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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Secretária avalia redução do desmatamento na Amazônia

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A secretária de Coordenação da Amazônia do Ministério do Meio Ambiente, Muriel Saragoussi, afirmou que a redução do desmatamento na região amazônica se deve principalmente a ações de controle desenvolvidas por órgãos ambientais e pela Polícia Federal (PF) e a iniciativas como a campanha do desarmamento. Na semana passada, o ministério anunciou a redução de 31% do desmatamento na região em relação ao ano anterior.

Na avaliação da secretária, a inibição às invasões de terra também contribuiu para a redução do desmatamento. Ela ressaltou, no entanto, que esse problema só será definitivamente resolvido com o desenvolvimento sustentável da região.

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Em relação à campanha do desarmamento, Muriel destacou que, no município de São Félix do Xingu (PA), houve queda de 300% no número de assassinatos.

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Formação
Em resposta à presidente da Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, deputada Maria Helena (PSB-RR), Muriel afirmou que o programa-piloto de proteção das florestas tropicais tem buscado formas de integração com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para promover a capacitação de recursos humanos para pesquisa na região amazônica. “Precisamos dar oportunidade para os pesquisadores ficarem na Amazônia. Formamos muita gente, mas poucos ficam”, disse.

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O deputado Natan Donadon (PMDB-RO) questionou a secretária sobre o incentivo às tecnologias na Amazônia. Para Muriel, é preciso rever “o mito de que não há tecnologia que não seja mecanizada”. Ela citou a produção da farinha da mandioca como exemplo de tecnologia tradicional que deve ser preservada. “Eles transformam um produto extremamente tóxico em um produto comestível. E nisto, há muita tecnologia. Como brasileiros, precisamos valorizar esses conhecimentos das sociedades tradicionais”, disse ela.

A secretária participou de audiência pública que se encerrou há pouco. Às 15 horas, a Comissão da Amazônia voltará a se reunir para debater o programa Acelera Amazônia, criado pela Capes para desenvolver pesquisadores na região amazônica.

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