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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Retirada de fazendeiros e "moradores" em área indígena em MT está quase concluída

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A poucos dias de completar um mês, a operação de retirada de fazendeiros e trabalhadores rurais que vivem no interior da Terra Indígena (TI) Marãiwatsédé, na região nordeste de Mato Grosso, contabiliza 253 pontos desocupados. Até o momento, a força-tarefa responsável pela operação fez vistorias em 526 pontos de ocupação. A operação teve início no dia 12 de dezembro e foi marcada por conflitos envolvendo os não índios que residiam na reserva indígena.

Em nota, a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) informa que ainda falta concluir a contagem de desocupação da comunidade de Posto da Mata, onde ocorreram diversos conflitos. Mas que a área está praticamente deserta, faltando apenas a saída de algumas famílias que estão desmontando suas casas e retirando seus pertences. A justiça havia determinado a saída dos fazendeiros até a última sexta-feira (4).

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A comunidade de Posto da Mata, localizada a mil quilômetros de Cuiabá, é um dos principais focos de resistência de não índios que ocupam a área que pertence aos xavantes. Devido à ordem de desocupação, um grupo de fazendeiros e trabalhadores rurais organizaram manifestações e chegaram a bloquear rodovias.

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As famílias retiradas da área estão sendo cadastradas em programas de reforma agrária com vistas ao reassentamento. O Incra realizou cerca de 220 cadastros para análise de perfil das famílias. Destes, 175 estão homologados.

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De acordo com a nota, as famílias serão realocadas no Assentamento Santa Rita, no município de Ribeirão Cascalheira (MT), e terão os mesmos benefícios que as famílias já assentadas, tais como crédito inicial e assistência técnica. O assentamento tem capacidade para 570 famílias.

As famílias também poderão ser assentadas no município de Alto da Boa Vista (MT), com base no Projeto de Assentamento da modalidade Casulo. O projeto tem cerca de 300 lotes, mas ainda está em fase de implantação. A previsão é que as famílias da comunidade de Posto, com perfil para assentamento, serão direcionadas para este local.

A força-tarefa do governo federal para cumprimento do mandado de desocupação da TI Marãiwatsédé é composta por representantes da Secretaria-Geral da Presidência da República, do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), da Fundação Nacional do Índio (Funai), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Polícia Federal (PF), da Polícia Rodoviária Federal, da Força Nacional e do Exército.

 

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