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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Relatório do Senado destaca Judiciário mato-grossense

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Um relatório produzido pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Violência Contra a Mulher no Brasil, do Senado Federal, destaca a atuação do Poder Judiciário de Mato Grosso no combate à violência doméstica. No relatório, o Judiciário mato-grossense é apontado como um importante espaço na luta contra a violência de gênero, sendo o primeiro estado brasileiro a implantar as Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar.

A Comissão Parlamentar tem como presidente a deputada federal Jô Soares (PC do B/MG), como vice-presidente a deputada federal Keiko Ota (PSB/SP) e a senadora Ana Rita (PT/ES) como relatora. Os dados que integram o relatório foram solicitados pela comissão a diversos órgãos públicos estaduais.

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De acordo com o juiz da Primeira Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, Jamilson Haddad Campos, as informações apresentadas no relatório mostram que Mato Grosso ocupa lugar de destaque devido aos trabalhos realizados quando se trata da violência de gênero.

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“Hoje, as Varas Especializadas de Violência Doméstica desempenham papel fundamental no Judiciário de Mato Grosso e têm se destacado por trabalhos inovadores, como é o caso das audiências de advertência, realizadas com o objetivo de conscientizar o agressor sobre as consequências de suas ações”, disse o juiz. Em 2013, a Primeira e Segunda Varas Especializadas de Violência Doméstica receberam 10.379 processos.

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A Comissão Parlamentar inseriu no relatório algumas recomendações ao Poder Judiciário brasileiro que, de acordo com o juiz Jamilson Haddad, estão sendo praticadas em Mato Grosso. Entre as recomendações estão a ampliação dos juizados de Violência Doméstica e Familiar na capital e no interior, a capacitação permanente de magistrados e servidores para a compreensão da violência de gênero, a criação de cadastros dos casos de violência contra mulheres e inclusão do tema violência de gênero nos currículos de formação da magistratura.

No que se refere aos obstáculos para enfrentamento da violência contra a mulher no Brasil, também citados pelo relatório, estão em destaque a ausência de acompanhamento estatístico, a insuficiência de defensores públicos e a subnotificação dos crimes, devido à deficiência da estrutura do sistema de registro e atendimento ao cidadão.

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