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domingo, 8 de novembro de 2026
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Quatro são condenados por matar mulher e enterrar homem vivo em Mato Grosso

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Quatro réus foram condenados pelo tribunal do júri da comarca de Colniza (700 quilômetros de Sinop) por duplo homicídio qualificado e organização criminosa, em um julgamento que se estendeu por dois dias, totalizando aproximadamente 26 horas de trabalho. Os denunciados foram absolvidos em relação aos crimes de ocultação de cadáver e corrupção de menores. Atou no júri o promotor de Justiça substituto Bruno Barros Pereira.

Conforme a denúncia, os crimes acontecerem em abril de 2023. As vítimas foram torturadas e executadas. Uma vítima do sexo feminino foi morta com um tiro na cabeça e foi enterrado vivo e morreu por asfixia.

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As penas foram fixadas entre 30 e 40 anos de cadeia, em regime fechado. Os réus, que também foram condenados ao pagamento das custas e despesas processuais, iniciarão o cumprimento da pena em regime fechado e não poderão recorrer da sentença em liberdade.

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) denunciou seis réus pelos crimes. Uma mulher foi absolvida pelo tribunal do Júri e um homem teve o processo desmembrado devido à ausência justificada do advogado dele por motivo de saúde. A denúncia original apontava para seis tipos penais, contudo, na decisão de pronúncia, os crimes de cárcere privado e a tortura foram considerados qualificadoras do homicídio.

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“A atuação do Ministério Público no Tribunal do Júri é a mais alta expressão da nossa missão constitucional em defesa da vida. Mesmo diante de um júri difícil, com a complexidade de um duplo homicídio e a presença de organização criminosa, conseguimos levar a Justiça a um veredito que afirma o valor inegociável da vida humana e a necessidade de responsabilização penal daqueles que atentam contra ela. Esta condenação é uma resposta firme da sociedade de Colniza à criminalidade organizada”, considerou o promotor de Justiça.

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