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domingo, 8 de novembro de 2026
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Promotores, juízes debatem em Mato Grosso ações para ‘adoção tardia’ de crianças

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Como está a situação da adoção em Mato Grosso? Quantas crianças estão na fila a espera de um lar? Quantos pretendentes à adoção aguardam um filho do coração? O atual sistema está funcionando? Quais os principais entraves? O que pode ser melhorado? Onde é preciso avançar? Estas questões começaram a ser debatidas, hoje, na capital, no seminário sobre o "Instituto da Adoção e Desafios”, realizado pelo Ministério Público do Estado e o Poder Judiciário. O público-alvo é formado por promotores de Justiça e juízes que atuam na defesa da criança e do adolescente, além de assistentes sociais e psicólogos.  Ano passado, 18 crianças e adolescentes foram adotados em Mato Grosso. Atualmente, a nível nacional, há 7.158 crianças aptas à adoção e 38 mil interessadas em adotar.

“Nada melhor que o Dia Mundial da Adoção para juízes e promotores se reunirem para debater o que aconteceu este ano nesta área. Sabemos que há 5 anos a preferência dos candidatos a adoção era por crianças de até dois anos de idade. Isso mudou? Sim, um pouco, mas ainda precisamos avançar muito, porque o número de crianças com idade entre 8 e 12 anos, à espera de uma família, ainda é grande. O que podemos fazer para incentivar a adoção tardia? O caminho que promotores e juízes estão percorrendo quando o assunto é adoção precisa ser reavaliado? Sim ou não? Este encontro vai ajudar a trazer respostas pois precisamos avançar neste quesito”, destacou o titular da Procuradoria de Justiça Especializada em Defesa da Criança e do Adolescente, Paulo Roberto Jorge do Prado.

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Para a juíza auxiliar da corregedoria Geral de Justiça, Eulice Jaqueline da Costa Silva Cherulli, é preciso olhar com carinho e atenção para o instituto da adoção, ver e avaliar novas possibilidades, pois dezenas de crianças e adolescentes estão aguardando a possibilidade de ter um lar. “Tenho certeza que daqui sairão respostas importantes para que possamos mudar os números. Queremos que todos aqueles que estão na fila para serem adotados tenham a possibilidade de ter uma família, receber amor, carinho e atenção”.

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A presidente da Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (Ampara), Lindacir Bernardon, acredita que debater a questão da adoção é de vital importância, principalmente para desmistificar a ideia de que adotar é um processo extremamente burocrático. “Existem alguns trâmites que são necessários. Não é uma questão de burocracia, mas sim de cuidado, tanto para a criança que está a espera de um lar, quanto para os pretendentes. Assim, todos os direitos serão resguardados, de ambos os lados”, defende.

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Dados divulgados no primeiro semestre deste ano revelam que em Mato Grossoexistem 54 crianças e adolescentes na fila do Cadastro Nacional de Adoção (CNA) e 700 pretendentes. Apesar do número de pessoas interessadas em adotar ser muito superior a quantidade de crianças, o perfil não agrada, já que a maioria das crianças não está dentro dos “padrões” idealizados pelos pretendentes, principalmente com relação a idade.

 

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