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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Projeto utiliza diversidades para estimular aprendizagem em MT

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A unidade escolar Dr. Arnaldo Estevão de Figueiredo, localizada no município de Tesouro, elaborou um projeto para desenvolver o aprendizado de seus alunos e garantir a inclusão de todos no processo. O projeto “Trabalhando as diferenças” é desenvolvido com quase 200 estudantes, incluindo o Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino de Jovens e Adultos (EJA).

O projeto foi criado com o objetivo de desenvolver nos alunos o respeito por todas as etnias. Professores de todas as disciplinas se envolveram em atividades relacionadas ao projeto. Os alunos puderam conhecer, refletir e valorizar a história e cultura indígena. Foram apresentadas atividades manuais com caracterização indígena e o aluno Guilherme Batista Cabreira, do 3º ano e descendente da tribo Kaiowás, foi homenageado.

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A diversidade racial do povo brasileiro também foi trabalhada. “A relação de respeito foi estendida a natureza, estimulando a preservação do meio ambiente. Essa cultura está arraigada aos povos indígenas e precisa ser vivenciada por todos”, explicou a diretora Rosemary Pinheiro Vilela, afirmando que é preciso tornar prazeroso o processo de aprendizagem no ambiente escolar.

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De acordo com a diretora, a ideia do projeto nasceu de um trabalho de leitura que era desenvolvido com os alunos. “A personagem, uma formiguinha negra, fez toda a diferença não só na trama, mas no nosso ambiente escolar, pois nos fez demonstrar que a etnia, a raça, ou a cor de pele não torna uma pessoa diferente, pois todos têm capacidades peculiares que enriquecem os grupos sociais”, afirmou.

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Os alunos serão avaliados por sua participação na atividade, tanto individual quando coletivamente. Serão avaliadas a criatividade e o nível de conhecimento alcançado, o senso crítico e a organização dos materiais durante as atividades propostas em sala de aula.

O trabalho de inclusão social já é um diferencial na unidade escolar, que atende alunos com deficiência física e Síndrome de Down. Eles recebem acompanhamento para identificar a evolução do trabalho oferecido. Com isso, a gestão consegue realizar os ajustes necessários para o melhor resultado. “Existem casos que são monitorados. Temos um, em que a estudante não ia nem ao banheiro sozinha, era totalmente dependente até para a higiene pessoal. Ela evoluiu consideravelmente, já consegue se virar sozinha”, revelou a diretora.

No entanto, ela adverte que para que as ações tenham progresso, o aluno precisa gostar da escola. “Eles precisam ter esse sentimento de gosto pelo local, de querer estar lá, esse desejo. Isso facilita a dinâmica das atividades e eles assimilam com prazer. Assim, conseguimos avançar nos resultados”, defendeu a gestora.

“Me sinto à vontade, fui bem acolhido entre os colegas. Acho interessante poder passar um pouco da cultura indígena aos demais colegas, é com espírito de troca, que vamos estreitando as amizades”, declarou o aluno homenageado Guilherme. Até pouco tempo ele estudava em uma unidade municipal, mas se sentia meio deslocado. Foi convidado a assistir uma aula na escola estadual e se enturmou.

As atividades de leitura surtem efeito positivo e melhoram a relação entre os estudantes, opina Rosemary. “A leitura desenvolve o potencial. Eles participam, recontam o que leram, opinam”.

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