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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Pesquisa da Unemat leva alunos de Mato Grosso a estudar dinâmicas das baías do Pantanal

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Uma pesquisa de doutorado da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) proporcionou a alunos da Rede Estadual uma compreensão das baías Siá Mariana e Chacororé, localizadas em Barão de Melgaço, no Pantanal mato-grossense. O projeto de educação ambiental foi apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat).

A iniciativa promoveu oficinas para discutir os efeitos das mudanças climáticas nas baías, especialmente as causas da seca, possibilitando aos estudantes a iniciação científica com atividades de pesquisa em campo dentro do bioma pantaneiro.

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“Foram desenvolvidas, com cada escola, pesquisas científicas sobre as conectividades hidrológicas do Pantanal. Os projetos foram construídos de forma coletiva entre estudantes, professores e especialistas ambientais. Os resultados preliminares da pesquisa mostraram o Rio Cuiabá como elemento-chave para a conservação do Pantanal”, destacou a orientadora do projeto, a professora e doutoranda Selma Nunes.

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A conectividade hidrológica refere-se à passagem da água de um local para outro. No Pantanal, essa conexão é essencial para o funcionamento do bioma, uma vez que o ciclo de inundação e seca é seu principal motor biológico. São centenas de córregos, baías e corixos (canais naturais) que se interligam durante as cheias dos rios Cuiabá e Paraguai.

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Participaram do projeto alunos do ensino médio de cinco escolas estaduais de Barão de Melgaço, duas de Santo Antônio de Leverger e uma de Várzea Grande. A iniciativa, intitulada “Educação para a sustentabilidade em rede de escolas pantaneiras”, foi desenvolvida em três fases.

Na primeira fase, foram realizadas entrevistas para avaliar a percepção socioambiental de professores e estudantes das sete escolas sobre a dinâmica de cheias e secas no Pantanal, além das ameaças ao bioma. Já a segunda fase envolveu estudos interdisciplinares sobre a conectividade hidrológica, com a realização de palestras, rodas de conversa e excursões de campo. Nessas atividades, os alunos ouviram ribeirinhos, donos de pousadas, turistas, pescadores e pesquisadores.

“Os alunos aprenderam a analisar, na prática, a qualidade da água e utilizaram drones para registrar imagens das áreas estudadas, possibilitando a comparação das mudanças ao longo do tempo”, explicou Selma.

Na última fase, os estudantes compartilharam os conhecimentos adquiridos durante a pesquisa em campo, por meio de visitas às demais escolas participantes, promovendo o intercâmbio de experiências.

Durante a pesquisa de doutorado, as escolas envolvidas foram contempladas com recursos do Programa Pesquisa e Inovação na Escola (PIE), da Fapemat, que possibilitaram a concessão de bolsas aos alunos e a aquisição de equipamentos para uso compartilhado entre as unidades.

O projeto de doutorado foi um dos premiados na 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia — Bioma Brasil: Diversidade, Saberes e Tecnologias Sociais — da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci).

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