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domingo, 8 de novembro de 2026
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Pecuarista é condenado a 22 anos de prisão por homicídio qualificado em Alta Floresta

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O pecuarista Marcelo Lorenzzoni da Silva, 45 anos, foi condenado a 22 anos de prisão por posse de arma de fogo em situação irregular e homicídio duplamente qualificado praticado contra o também pecuarista, Weivel Deliberto, na comarca de Alta Floresta, ontem. O réu, que até então não havia sido preso, foi encaminhado diretamente para cadeia. A atuação do Ministério Público no Tribunal do Júri ficou a cargo da promotora de Justiça Carina Sfredo Dalmolin.

Segundo ela, os jurados acolheram a tese defendida pela Promotoria de Justiça de que o crime foi cometido por motivo fútil e com a utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima. A sentença foi proferida pelo juiz de Direito Roger Augusto Bim Donega.

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Consta na denúncia, que o crime ocorreu no dia 22 de julho de 2012, na zona rural de Carlinda, na propriedade da vítima. O réu se dirigiu ao local e lá iniciaram uma discussão ocasionada pelo fato de seu gado ter de forma reiterada invadido a fazenda da vítima. Com ânimos bastantes exaltados, os dois discutiram e quando Weivel Deliberto virou-se de costas em direção ao curral, o réu pegou uma espingarda que estava em seu veículo e disparou tiro certeiro na cabeça do pecuarista, que morreu na hora.

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“Extrai-se dos autos a futilidade da motivação para homicídio, pois a vítima sempre cobrou uma situação de direito, qual seja, a feitura de uma cerca para que o gado do acusado não adentrasse em sua propriedade, conforme já haviam acordado, sendo que, após sucessivas invasões em sua propriedade, ainda assim, esta pequena discórdia serviu como móvel para o crime contra a vida”, diz um trecho da denúncia do Ministério Público.

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O réu, conforme a promotora de Justiça, fugiu do local do crime. Durante diligências em sua residência, a polícia encontrou arma de fogo, de uso permitido, mas em situação irregular.

 

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