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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Operação Cupim: R$ 700 mil sonegados devem voltar aos cofres públicos

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A parceria estabelecida entre o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e a Secretaria de Estado de Fazenda está garantindo aos cofres públicos o retorno de R$ 700 mil. O dinheiro é referente ao imposto sonegado pelo esquema apurado pela Operação Cupim.

A investigação conduzida pelo Ministério Público Estadual identificou uma quadrilha especializada em corte ilegal de madeira no Mato Grosso e sonegação fiscal em Mato Grosso do Sul. A ação envolvia funcionários públicos e empresários, que estariam agindo de maneira a evitar a fiscalização dos carregamentos que transitavam nos postos fiscais estaduais.

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Os caminhões saíam de Mato Grosso com madeira nobre. As notas fiscais emitidas continham informações erradas sobre a origem do produto, o tipo e o peso, que ultrapassava em média 30% do permitido. Também foi apurada a duplicação de notas fiscais, usadas por mais de um veículo.

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Dois fiscais deixavam as carretas passarem pelo Posto Fiscal sem nenhuma abordagem ou fiscalização, tampouco emitidas guias de trânsito da mercadoria transportada, causando prejuízos aos cofres públicos.

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Através de acordo feito com o Ministério Público, os empresários envolvidos na sonegação se dispuseram a recolher aos cofres estaduais R$ 8 mil ao longo de 36 meses, além de valores correspondentes às multas pelo volume sonegado.

De acordo com a secretaria de Fazenda, a passagem de cada carreta causou em média um prejuízo de R$ 7 mil aos cofres públicos, dinheiro que deixou de ser recolhido com a diferença dos valores declarados. A multa por cada nota fiscal errada chega a R$ 2.119,50.

“O retorno desses valores é fruto direto de uma parceria estratégica formalizada entre o Gaeco e a Secretaria de Fazenda, que vem garantindo ao Estado incremento de arrecadação. Mesmo com o acordo de devolução do imposto sonegado, as investigações continuam”, explicou o promotor Luis Alberto Safraider.

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