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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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OAB tenta barrar processo contra advogado no Tribunal Justiça

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A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT) tenta barrar, na Justiça, uma ação penal movida pelo Ministério Público Estadual (MPE) que tem o advogado Rodrigo Terra Cyrineu como 1 dos 6 réus. O processo é relativo à Operação Aprendiz que investigou um esquema de fraudes de R$ 1,6 milhão na Câmara Municipal de Cuiabá envolvendo a contratação de serviços gráficos na gestão do então presidente João Emanuel Moreira Lima (PSD), que teve o mandato cassado em abril de 2014. O habeas corpus que tenta trancar em definitivo a ação contra o advogado tramita no Tribunal de Justiça de Mato Grosso desde dezembro e está prestes a ser julgado.

O habeas corpus, distribuído no dia 17 de novembro de 2014, tramita na 3ª Câmara Criminal do TJ e tem como relator o desembargador Juvenal Pereira da Silva. A peça é assinada pelo presidente da OAB, Maurício Aude, e pelo secretário-geral instituição, Ulisses Rabaneda em favor de Rodrigo Cyrineu. A expectativa é que haja uma decisão o mais rápido possível, uma vez que o processo principal já teve as audiências de instrução marcadas e a primeira delas ocorre nesta quarta-feira (28).

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Contudo, a última movimentação processual mostra que o habeas corpus não foi incluído na pauta de julgamento do dia 21 deste mês (última quarta-feira) em virtude de não obedecer ao previsto no parágrafo 1º, do artigo 134, do Regimento Interno do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

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Denunciado pelo MPE sob acusação de crimes de peculato e formação de quadrilha, Rodrigo Cyrineu, que à época dos fatos era procurador jurídico da Câmara de Cuiabá, disse que recebeu com perplexidade a notícia sobre a denúncia protocolada no Judiciário em 24 de abril de 2014. Ele é acusado de integrar uma quadrilha, chefiada, segundo o Ministério Público, pelo vereador cassado João Emanuel. O advogado disse, à época da denúncia, que estava sendo processado apenas por ter exercido combativamente sua profissão de advogado junto à gestão do então vereador João Emanuel, que presidia a Casa de Leis em 2013.

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No pedido de habeas corpus, a Ordem dos Advogados pleiteia liminar para suspender o processo em relação ao advogado Cyrineu e, ao final, o trancamento em definitivo da ação penal que tramita na 7ª Vara Criminal que antigamente era chamada de Vara Vara Especializada Contra o Crime Organizado, Ordem Tributária e Econômica e Administração Pública da Capital.

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