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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Nova espécie de peixe é identificada a partir de fóssil encontrado em Mato Grosso

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A nova espécie de peixe pré-histórico, que viveu há cerca de 254 milhões de anos, foi apresentada em estudo científico na edição mais recente da revista Journal of South American Earth Science. O fóssil excepcionalmente preservado, encontrado em Alto Garças (364 km a sudeste de Cuiabá) foi coletado em 2005 pelo geólogo Léo Adriano de Oliveira, que posteriormente o disponibilizou para estudo e o depositou na Coleção Paleontológica da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. O nome científico Leolepis matogrossensis homenageia tanto o cientista que o encontrou como o Estado.

A nova espécie pertence ao grupo dos peixes de nadadeiras raiadas (actinopterígios), que reúne cerca de 96% dos peixes vertebrados atualmente existentes, incluindo espécies como atum, salmão e bacalhau. O animal tinha aproximadamente 15 centímetros de comprimento e apresentava característica marcante: seu corpo era protegido por escamas resistentes formadas por dentina e esmalte, os mesmos materiais encontrados nos dentes humanos, de acordo com a Agência Brasil.

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O grau de preservação torna o achado especialmente relevante. Enquanto grande parte dos peixes dessa idade encontrados no Brasil é conhecida apenas por dentes, escamas ou fragmentos ósseos isolados, o exemplar de Leolepis conserva praticamente todo o corpo. O estudo o classifica como o peixe de nadadeiras raiadas do Permiano mais bem preservado já encontrado em Mato Grosso, além de representar um achado raro em escala mundial.

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Há ainda uma coincidência geológica que torna a descoberta particularmente interessante: o fóssil foi encontrado a apenas 50 quilômetros da cratera de impacto na cidade de Araguainha (468 km a sudeste de Cuiabá), considerada a maior e mais bem preservada estrutura desse tipo na América do Sul.

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