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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Nortão: juiz cancela contrato com Oscip e manda prefeitura reassumir serviços de saúde

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O juiz da 2ª Vara, Alexandre Sócrates da Silva, determinou a anulação do termo de parceria firmado entre a prefeitura de Juara e a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Instituto Tupã, responsável por gerenciar os serviços de saúde no município. A ação foi aberta a pedido do Ministério Público Estadual (MPE) que apontou, entre outros pontos, ausência de leis municipais autorizando a contratação e falta de consulta ao Conselho Municipal de Saúde (CMS).

Para a o magistrado, o prefeito Edson Piovesan, não poderia, “sem autorização legislativa, ter transformado completamente a política municipal de assistência à saúde, dispensando a realização de concursos públicos para a contratação de Oscip para a prestação direta do serviço público”. O juiz apontou ainda que houve piora na qualidade dos atendimentos no município. “O relatório fotográfico dá a nítida noção da precariedade dos postos de saúde, que são deteriorados, sujos e insalubres. Tais locais mais parecem taperas velhas abandonadas do que unidades de saúde, que deveriam prestar um serviço público de qualidade ao cidadão contribuinte”.

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Alexandre se baseou ainda na pontuação emitida pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), o qual classificou Juara com nota 3 na área da Saúde, inferior à média estadual que é 4,5. “Ademais, a qualidade pode ser aferida pela quantidade de ações em tramite no Judiciário, que revelam a omissão quanto à prestação do serviço público de Saúde. Diante do festival de ilegalidades perpetradas pelos requeridos, é evidente que a contratação sem a observância dos ditames legais acima alinhavados, agiram conscientemente das consequências de suas condutas perante o ordenamento jurídico vigente, em especial ao direito administrativo sancionador”.

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O magistrado determinou que a decisão passará a vigorar em 90 dias, após publicação no Diário de Justiça. O prazo, segundo ele, é para que o município retome a titularidade da saúde pública gradualmente, sem interromper os serviços. A pedido do juiz, uma remessa de cópia integral do processo será enviada à câmara de vereadores, para que seja instaurado processo administrativo com objetivo de apurar “os ilícitos praticados pelo prefeito”.

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O gestor ainda será notificado a apresentar resposta da decisão.

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