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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Nortão: fazendas autuadas por explorar trabalhadores

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Cerca de 60 pessoas, entre elas quatro crianças e quatro mulheres, foram resgatadas pelo grupo móvel de combate ao trabalho escravo em dois municípios do Nortão. A operação começou na sexta-feira, na fazenda Vila Verde, em Tapurah, reincidente na prática do mesmo crime.

Os proprietários já haviam assinado termo de ajustamento de conduta perante o MPT de MT em 2001 e em 2005, após arrendarem a fazenda para um grupo econômico, que atua no plantio de soja e algodão. A fazenda tem hoje 285 empregados e está com suas atividades interditadas em razão das irregularidades trabalhistas encontradas.

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Na fiscalização, foram resgatados 41 pessoas que estavam trabalhando em condições degradantes além de estarem expostos ao risco de contaminação por agrotóxicos, já que a pulverização do veneno era feita por um avião que sobrevoava a plantação jogando o produto inclusive sobre os trabalhadores.

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O representante do grupo, José Maria Bortoli, disse que desconhecia as irregularidades e se comprometeu a regularizar a situação dos trabalhadores resgatados, pagando as verbas rescisórias e assinando a carteira de trabalho.

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No domingo, o grupo móvel fiscalizou a gleba Rio Ferro, em Feliz Natal, onde foram resgatadas 20 pessoas entre elas quatro crianças e quatro mulheres, todos vivendo em condições degradantes. Os trabalhadores estavam desmatando uma área de 3.500 hectares para formar pasto, e nem mesmo duas nascentes foram poupadas da destruição. Além do crime ambiental, os donos da área não assinaram a carteira de trabalho dos empregados e estavam sem pagar três meses de salário.

Os empregados não tinham alojamento, condições para a higiene pessoal nem água potável. O banheiro de madeira foi construído dentro de uma das nascentes. Os donos da área se comprometeram a pagar as verbas rescisórias hoje, e a assinar a carteira de trabalho, além de recompor a vegetação nas áreas de nascente.

De acordo com o procurador-chefe da PRT 23ª, José Pedro dos Reis, que integra o grupo móvel, nos dois casos, os proprietários deverão assinar termo de ajustamento de conduta perante o MPT em Mato Grosso, visando a regularizar a situação dos trabalhadores e fazer as instalações adequadas para novos empregados que forem regularmente contratados.

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