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sábado, 7 de novembro de 2026
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MPE ingressa com pedido de transferência de pacientes por superlotação

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O Ministério Público de Mato Grosso ingressou, nesta quinta-feira (20), com ação civil pública com pedido liminar contra o Estado requerendo a transferência dos 54 pacientes que estão internados no box de emergência do Pronto Socorro de Várzea Grande para hospitais da rede pública ou privada. Na ação, o MPE sugere ao Judiciário que estabeleça o prazo máximo de 24 horas para a realização das transferências.

Segundo o promotor de Justiça Rodrigo de Araújo Braga Arruda, o Ministério Público também requereu ao Poder Judiciário que proíba a transferência de novos pacientes para o Pronto Socorro do município. "O Pronto Socorro de Várzea Grande encontra-se em evidente superlotação e vários pacientes estão acomodados em macas espalhadas pelos corredores, e outros até mesmo no chão, em situação completamente precária", destacou Arruda.

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Na ação, o promotor de Justiça afirmou que, em virtude da interdição da ala do Pronto Socorro de Cuiabá, as transferências de pacientes para o Pronto Socorro de Várzea Grande estão ocorrendo sem que houvesse qualquer planejamento para acomodação e atendimento dessas pessoas. "Se não bastasse a transferência dos pacientes do Pronto Socorro de Cuiabá, todos os enfermos que chegam do interior do estado de mato Grosso, e de outras unidades da federação, estão sendo encaminhados diretamente para o Pronto Socorro e Hospital Municipal de Várzea Grande, o que já atingiu o seu limite de funcionamento e não suportará a demanda", ressaltou o representante do Ministério Público.

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Lembrou ainda que nem mesmo o impacto financeiro que essas internações estão acarretando ao Pronto Socorro está sendo levado em consideração pelos gestores do município de Cuiabá e da Secretaria de Estado de Saúde. Além disso, a referida unidade também passa por sérios problemas de ordem financeira em razão dos recursos destinados a Fundação de Saúde de Várzea Grande, instituição mantenedora do Pronto Socorro, não estarem sendo repassados pelo Estado regularmente.

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"Em virtude da falta de recursos na unidade, existem sérias denúncias já em investigação na Promotoria de Justiça de que médicos e funcionários estariam com seus salários atrasados, bem como que pacientes e funcionários estariam fazendo uma espécie de "cota" para a aquisição de materiais e insumos mais simples, como medicamentos e faixas", disse. Para o promotor de Justiça, diante da gravidade da situação, não resta outra alternativa, a não ser a intervenção do Poder Judiciário.

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