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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Morre mato-grossense líder dos quilombolas que tinha 113 anos

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Antônio Benedito da Conceição, mais conhecido como Antônio Mulato, líder e símbolo da Comunidade Quilombola “Mata Cavalo”, localizada no município de Nossa Senhora do Livramento (38 km de Cuiabá), morreu, ontem. Ele tinha 113 anos de idade e era o quilombola mais velho do país.

Mulato sofria de mal de Parkinson e Alzheimer, e estava internado há 10 dias no Pronto-socorro de Várzea Grande. De sua descendência, além dos 13 filhos, deixou 38 netos, 44 bisnetos, 29 tataranetos e quatro trinetos.

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Em sua trajetória de vida, Mulato se destacou por lutar pela igualdade racial. Em 1940, conseguiu instalar a primeira escola pública do Brasil em uma comunidade quilombola. Nas décadas de 1950, 1960 e 1970, em decorrência de sua defesa da terra quilombola, Mulato recebeu incontáveis ameaças de morte, por não aceitar deixar as terras que receberam da ‘sinhazinha’.

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Em nota, Ministério Público Federal em Mato Grosso (MPF), lamentou o falecimento do líder quilombola . “É lamentável a demora do Estado Brasileiro na concretização dos direitos fundamentais. Antônio Mulato viveu 113 anos, e mesmo assim não conseguiu ver um dos seus maiores sonhos ser realizado: a conclusão da regularização do Quilombo Mata Cavalo” enfatizou o procurador da República, titular do Ofício de Comunidades Tradicionais, Ricardo Pael Ardenghi.

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