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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Morre a elefanta Kenya em santuário de Mato Grosso

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O Santuário de Elefantes do Brasil, localizado em Chapada dos Guimarães, confirmou, há pouco, que a elefanta africana Kenya, de 44 anos, morreu hoje, no santuário onde vivia, após passar por dias de cuidados intensivos após diagnósticos de problema respiratório e dores nas articulações. A morte foi confirmada pela equipe responsável, que acompanhava o animal de forma contínua nas últimas noites.

Segundo os cuidadores, Kenya havia passado vários dias sem conseguir se deitar, sinal de extremo cansaço. Na noite anterior à morte, ela finalmente conseguiu deitar e apresentou respiração mais tranquila, permanecendo em repouso até a manhã seguinte. A equipe relatou que o animal morreu de forma rápida e serena, sob vigilância constante de tratadores. “Nesta manhã, seus olhos estavam um pouco mais abertos, mas permanecia calma. A tratadora Michele e Scott estiveram com ela durante toda a noite, em vigília, oferecendo presença e cuidado, mas também espaço, para que ela pudesse descansar sabendo que eles estavam ali. Em determinado momento, sua respiração mudou e ela soltou um suave trombetear de filhote enquanto partia de forma rápida e tranquila”, descreveu em nota a equipe.

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A instituição informou que está em contato com uma universidade para a realização de necropsia, procedimento que deve ocorrer ainda nesta terça-feira. Os resultados devem levar alguns meses para serem concluídos e serão divulgados posteriormente. O local onde Kenya será sepultada está sendo preparado próximo ao espaço onde vivia Puppy, outra elefanta africana que morreu recentemente.

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“Kenya tocou milhares de corações simplesmente sendo quem era. Lembramos de seus primeiros dias e de como parecia maior do que o espaço físico ao seu redor; sua personalidade era imensa, maior do que a própria vida. Ela reunia tantas coisas ao mesmo tempo: curiosidade infantil, insegurança, alegria, amor e uma profunda paixão por explorar. Mesmo após décadas vivendo sozinha, Kenya foi capaz de perceber as necessidades de outra elefanta, estendendo-se a Pupy com atenção e sensibilidade. O vínculo entre elas levou tempo para se construir, e isso foi parte do que o tornou tão forte e significativo”, escreveu o santuário em nota.

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Kenya foi a segunda elefanta a viver no santuário após passar boa parte da vida sozinha na Argentina. Ela percorreu mais de 2 mil km para chegar ao novo lar, em julho deste ano.

O santuário conta agora com cinco elefantas asiáticas: Bambi, Mara, Raia, Maia e Guilhermina. Todas são elefantas asiáticas que foram resgatadas após décadas de suas vidas trabalhando em circos e zoológicos. O santuário, fundado em 2016, é uma organização sem fins lucrativos que resgata elefantes cativos e em situação de risco. É o único santuário destes animais da América Latina e fica em uma área de 1,2 mil hectares em Chapada dos Guimarães.

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