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Ministério Público denuncia pedreiro que confessou estupro e assassinato de menina em Sorriso

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O pedreiro e catador de reciclados Antônio Ramos Escobar foi denunciado nesta segunda-feira pela 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Sorriso por estupro de vulnerável, homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver de Sara Vitória Fogaça Paim. O crime aconteceu em 2010, quando a vítima tinha cinco anos de idade.

Conforme o promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino, as qualificadoras do homicídio são emprego de meio cruel, mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima, e visando assegurar a ocultação e impunidade de outro crime (estupro, no caso). O denunciado está preso preventivamente no Centro de Ressocialização de Sorriso.

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De acordo com as investigações, no dia 1º de junho de 2010, por volta das 15h30, nas dependências de uma construção, Antônio, após ter praticado atos libidinosos com a criança, matou a menina asfixiada e ocultou o seu cadáver. “No dia dos fatos, Antônio Ramos Escobar, após avistar e abordar Sara na via pública (nas proximidades do Estádio Municipal ‘Egídio José Preima’), transportou a criança até uma construção em que trabalhava”, consta na denúncia.

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Nas dependências da edificação, ele se aproveitou da ausência de vigilância e da vulnerabilidade e fragilidade da vítima para violentá-la. “No desdobramento dos fatos, Antônio Ramos Escobar, consciente e imbuído de animus necandi (vontade de matar), aproveitando-se da compleição física avantajada em relação à criança/vítima e também do local desabitado em que se encontravam àquela ocasião (recurso que dificultou e/ou tornou impossível a defesa), esganou a criança, provocando-lhe, pois, a sua morte (por asfixia), tudo como forma de assegurar a ocultação e a impunidade do crime sexual anteriormente praticado”, narra Luiz Fernando Rossi Pipino.

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De acordo com o promotor de Justiça, o denunciado, na sequência, ensacou o corpo da vítima e ocultou o seu cadáver em local ainda não apurado pelos agentes policiais. Após o pedreiro ser preso e confessar o crime, este mês, a Polícia Civil realizou buscas no local indicado, porém, o corpo de Sara não foi localizado.

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