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domingo, 8 de novembro de 2026
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Minissérie gravada em casarões históricos de Cuiabá estreia na próxima semana

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Filmada em casarões históricos de Cuiabá e em paisagens emblemáticas da Chapada dos Guimarães, a minissérie de quatro episódios “O Portão do Inferno: Casos Arquivados”, inspirada no livro homônimo do escritor cuiabano Jefferson Neves, estreia oficialmente em sessão única no Cineflix do Shopping 3 Américas na próxima segunda-feira (2), às 19h30. O lançamento será em formato de maratona, com a exibição sequencial dos quatro episódios, cada um com cerca de 30 minutos, totalizando duas horas de imersão em uma narrativa que costura passado e presente, realidade e ficção, documento e delírio. A entrada é gratuita, mediante retirada de ingressos, e a classificação indicativa da obra é 16 anos.

Produzida pelo Centro Audiovisual Luiz Marchetti, a série mergulha em arquivos históricos da capital para transformar crimes reais da década de 1940 em um thriller de atmosfera noir, estética barroca e forte densidade política. O elenco é majoritariamente formado por artistas locais, reunindo nomes reconhecidos da cena cultural do Estado, como Vera Capilé, Ilto Silva, Maria Clara Bertulio, Millena Machado, Bia Corrêa e Carolina Argenta, além da participação especial da atriz Maria Zilda Bethlem, um dos nomes marcantes da televisão e do cinema brasileiro. A presença dela surgiu a partir da proposta da obra de unir talentos locais a referências nacionais para ampliar o alcance da obra, produzida com recursos do maior edital da Lei Paulo Gustavo em Mato Grosso, – Cinemotion – Produção Audiovisual – viabilizado pela secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer com investimento total de R$ 16 milhões em filmes e minisséries.  

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Para o diretor Luiz Marchetti, o momento de estreia carrega um sentido simbólico. “O Portão do Inferno é uma obra sobre o que foi silenciado. A série nasce da necessidade de revisitar a história e encarar as sombras que ajudaram a construir nossa cidade. Exibir os quatro episódios em sequência é um convite à imersão. Queremos que o público atravesse essa experiência por completo, como quem percorre um arquivo vivo”, explica. 

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A obra é uma experiência audiovisual sensorial e política. A narrativa, entre 1940 e tempos atuais, é realizada a partir de crimes reais investigados em arquivos históricos e transformados em ficção. O roteiro não linear constrói um quebra-cabeça de imagens e silêncios, onde passado e presente se atravessam e assombram mutuamente.

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A atmosfera e o uso da estética barroca ajudam a moldar o tom sombrio da trama, que investiga os limites da justiça, da memória e da identidade social. “Essa minissérie é uma obra que atravessa linguagens e propõe uma escuta sensível do território. É sobre o que foi apagado, mas também sobre o que resiste. E o audiovisual, quando feito com profundidade e conexão com o lugar, pode ser esse catalisador de memórias e futuros”, destaca Marchetti.

A produção do evento vai liberar, nesta quinta, às 12h, o link da plataforma para retirada dos ingressos gratuitos, com divulgação no perfil @oportaodoinferno no Instagram. Cada CPF tem direito a dois ingressos.

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