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sábado, 7 de novembro de 2026
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Meteoro visto em várias cidades de Mato Grosso tinha cerca de 10 centímetros e caiu no Médio-Norte

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O meteoro que foi visto em Cuiabá e outras cidades de Mato Grosso, na última terça-feira (16), tinha cerca de dez centímetros de diâmetro. O cálculo é do matemático Izaac da Silva Leite, que é membro da Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros (Bramon), uma rede colaborativa sem fins lucrativos composta por voluntários.

Ao Só Notícias, Izaac explicou que o meteoro entrou na atmosfera terrestre a uma velocidade aproximada de 65 mil quilômetros por hora (18 quilômetros por segundo), gerando um brilho intenso até chegar a 30 quilômetros de distância do solo. Essa luminosidade, segundo o matemático, é que fez com que o meteoro visualizado no Estado seja classificado como um “bólido”, considerado um evento raro.

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“A maioria dos meteoros tem o tamanho de um grão de areia. O bólido é um pouco maior. Com cerca de 10 gramas, ele gera uma luminosidade significativa. Ao entrar na atmosfera, há um atrito e ele vai se fragmentando com a liberação de gases. Vale destacar que esse bólido (visto em Mato Grosso) chegou a 30 quilômetros de distância do solo, o que é interessante por mostrar que ele conseguiu percorrer uma distância considerável na atmosfera. Geralmente, os meteoros não passam de 60 quilômetros de altitude”, explicou Izaac.

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O matemático estima ainda que possíveis resquícios do meteorito caíram em áreas inabitadas entre os municípios de Nova Olímpia e Tangará da Serra, no Médio-Norte. Ele ressalta que, mesmo se tivesse caído em áreas urbanas, o meteoro não teria causado estragos. “É possível que tenham sobrado resquícios muito pequenos. Um grãozinho. Não existiria risco, talvez, no máximo, um telhado quebrado, mas nada muito estrondoso”.

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Membro da Bramon desde 2014, foi Izaac quem registrou a queda do bólido em Mato Grosso e acionou a Clima ao Vivo, parceira da entidade, que captou as imagens por meio de câmeras instaladas em diversas cidades. “Eu fiz o registro, reportei o horário, o pessoal procurou no sistema deles e conseguiu achar. Não só em Cuiabá, como também Pontes e Lacerda e Alta Floresta. O bólido foi registrado por todas essas câmeras”, detalha.

Também foi Izaac o responsável pelo primeiro sistema de monitoramento da Bramon em Mato Grosso. Hoje, a entidade tem estações em São José dos Quatro Marcos – onde o matemático reside -, Rondonópolis e Matupá.

“O nosso trabalho é monitorar os meteoros. São câmeras de vigilância, que a gente altera a configuração para aumentar a sensibilidade, e consegue registrar o meteoro. Aí temos softwares específicos para analisar os dados gerados. Então, usando as estrelas como parâmetro, o software consegue calcular distância e altura do meteoro. No nosso caso, como estava muito nublado e não tínhamos as estrelas como referência, usamos as câmeras e fizemos a triangulação para estimar. Se mais uma estação Bramon tivesse registrado, a gente conseguiria até mesmo uma órbita, ou seja, o percurso que o meteoro fazia antes de entrar na atmosfera”, finaliza.

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