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domingo, 8 de novembro de 2026
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“Maníaco da lanterna” é condenado a mais 27 anos de prisão por latrocínio em Alta Floresta

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A juíza da 5ª Vara, Milena Ramos de Lima e Souza, condenou a mais 27 anos de prisão Cláudio de Souza, 46 anos, assassino em série que ficou conhecido nacionalmente pelo apelido de “maníaco da lanterna”. Desta vez, o réu foi sentenciado pelo latrocínio do guarda noturno Armandio da Silveira, ocorrido em 8 de dezembro de 2001, no pátio de uma madeireira na vicinal 2ª Leste, em Alta Floresta.

As investigações apontaram que Cláudio se aproximou e desferiu vários golpes com um pedaço de madeira na cabeça da vítima, que estava sentada. O objetivo do crime, segundo consta no processo, era roubar um revólver calibre 38, utilizado por Armandio. Antes de fugir, o réu ainda teria quebrado a janela de uma carreta que estava estacionada, no intuito de roubar outra arma. No entanto, não obteve êxito e fugiu.

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Durante fase de inquérito, Cláudio chegou a confessar o crime e afirmou que o objetivo era realmente roubar a arma do vigia. O revólver, segundo a polícia, foi encontrado com ele e reconhecido pelo proprietário da madeireira. No entanto, durante depoimento em juízo, voltou atrás e negou envolvimento no latrocínio. Questionado, disse que confessou o crime mediante tortura policial e admitiu apenas ter comprado a arma em um posto no município de Paranaíta.

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Para a magistrada, apesar da retratação, é “cabível a condenação quando a confissão extrajudicial vem corroborada com outras provas judiciais, como apreensão da arma da vítima com o denunciado; o reconhecimento da arma pela testemunha (patrão da vítima); e o encontro de outros objetos subtraídos da cabine de veículo”.

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Cláudio de Souza foi preso em 2005, mas conseguiu fugir. Ele foi recapturado meses depois e, desde então, está detido no presídio Osvaldo Florentino Leite, o  “Ferrugem”, em Sinop, onde cumpre mais de 80 anos de pena. Ele é acusado de assassinar 11 pessoas e também responde por acusações de estupro. Em agosto, a defesa entrou com um pedido de revogação da prisão em regime fechado, alegando que o réu está doente. Ainda não há decisão sobre a solicitação.

Cláudio ainda será notificado sobre a nova sentença e poderá recorrer. 

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