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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Lixo e destruição fica em garimpo ilegal em Mato Grosso

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No lugar do ouro, restaram apenas buracos, galerias, barracas e muito lixo. Esse era o cenário encontrado na Serra da Borda, em Pontes e Lacerda (443 quilômetros de Cuiabá), antes da implosão, onde por pouco mais de dois meses funcionou um garimpo ilegal de extração de ouro. Chegaram a passar pelo local aproximadamente sete mil pessoas, entre garimpeiros profissionais, “aventureiros”, mulheres, crianças e idosos.

Equipes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) realizaram coleta de materiais do solo, do Rio Guaporé e da água potável da cidade para saber se houve a utilização de mercúrio na região.

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Os garimpeiros foram retirados da serra no último dia 10, por meio da operação “Terra do Nunca” coordenada pela Polícia Federal (PF). Com medo de perder o investimento feito para facilitar a extração de ouro, cerca de 300 pessoas que ainda estavam no local saíram pacificamente, levando marteletes, geradores de energia e ferramentas. Uns chegaram a relatar à polícia que saiam dali levando cerca de R$ 20 mil em prejuízo.

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Mas, segundo o coordenador do Núcleo de Comunicação da Prefeitura de Pontes e Lacerda, Gilmar de Souza, os garimpeiros levaram apenas o considerado de “valor”. “Eles não desmancharam sequer as barracas. A quantidade de lixo existente também era muito grande. Ficaram garrafas de bebida, copos descartáveis e muito sacos plásticos. Até fogões com as panelas em cima foram deixados para trás”.

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Ele acrescenta que na pressa por sair do local, algumas ferramentas como enxadas, picaretas, cordas e táias também ficaram para trás. Biólogo e consultor ambiental Thiago Rezende diz que as consequências do acúmulo de lixo na Serra da Borda podem ocorrer a curto e longo prazo.

“No garimpo de Pontes e Lacerda há componentes que podem levar de três meses a mil anos para se decompor. A princípio o mais afetado será o meio ambiente e, por consequência, o ser humano”.

Segundo Rezende, as embalagens, quando consumidas em excesso e descartadas de maneira irregular, dificultam a degradação de outros resíduos, são ingeridos por animais causando sua morte, poluem a paisagem, causam problemas no saneamento básico e muitos outros tipos de impactos ambientais menos visíveis aos olhos humanos.

“O descarte desses resíduos sólidos deixados pelos garimpeiros poderão afetar desde a alimentação até o ar inalado pela população”.

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