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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Limite territorial de reservas extrativistas é tema de debate na Assembleia

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Deputados estaduais realizaram, esta manhã, uma reunião da Câmara Setorial Temática com o objetivo de avaliar, acompanhar, discutir e propor medidas referentes à regularização fundiária das quatro reservas e redefinição dos limites da Resex (Reserva Extrativista) Guariba-Roosevelt. Após a primeira reunião, quando a Sema fez uma explanação de como se encontra a situação da reserva extrativista, ficou definido que, no próximo dia 14, um representante do Incra fará uma explanação ampla sobre a real situação de terra envolvendo limites da reserva.

Para o dia 28 desse mês, será a vez de um representante do Intermat mostrar como se encontra a documentação desta área. Após essas reuniões, a Câmara Setorial Temática vai elaborar um relatório final para a criação de um projeto de resolução e, posteriormente, encaminhar ao governador do Estado.

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Na reunião de hoje estiveram presentes representantes da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), Secretaria Estadual de Planejamento (Seplan), Incra e Intermat.

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Na sequência, a superintendente da Sema, bióloga Eliani Fachim fez uma explanação ambiental de como se encontra a área e também sobre como as famílias sobrevivem com os produtos nativos da reserva. “É uma área utilizada por população extrativista tradicional, cujo subsídio baseia-se no extrativismo do látex, oleio de copaíba e castanha do Brasil”.

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De acordo com as afirmações de Eliani Fachim, a Reserva Extrativista (Resex) Guariba Roosevelt, localiza-se na região noroeste de Mato Grosso, e possui um Plano de Uso para ajudar no ordenamento das atividades econômicas e sociais das cerca de 40 famílias que vivem na área. “Essa iniciativa é do projeto conservação e uso sustentável da biodiversidade das florestas do noroeste mato-grossense, executado pela Sema com apoio técnico do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud)”.

Para o deputado Dilmar Dal Bosco (DEM), esse tema requer cuidados na elaboração do relatório final. Ele entende que, primeiramente o plano de uso da reserva extrativista é normatizar as práticas econômicas e de subsistência dos extrativistas, tais como a caça, a pesca, a agricultura e a extração da castanha-do-Brasil, o látex e o óleo de copaíba. “Temos como objetivos básicos proteger os meios da vida e a cultura dessas populações, e assegurar o uso sustentável dos recursos naturais da unidade”.

Em 2007, através de um decreto do governador da época, Blairo Maggi, a Estação Ecológica Rio Roosevelt teve os limites expandidos de 53,7 mil hectares para 96,9 mil hectares e perímetro de 150 km. A Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt aumentou de 138 mil para 164 mil hectares. “Precisamos ter uma perspectiva favorável para as pessoas que moram na área, pois elas sobrevivem do extrativismo da reserva”, falou o deputado Oscar Bezerra (PSB).

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