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domingo, 8 de novembro de 2026
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Laudo pericial sobre assassinato de mulher há 24 anos em Sinop deve sair em 10 dias

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O laudo pericial sobre as circunstâncias do assassinato de Luzinete Leal Militão, 28 anos, ocorrido há mais de 24 anos em Sinop, deve ser concluído em dez dias. A reprodução do homicídio foi feita na última sexta-feira (2), acompanhada por Jairo  Narciso da Silva, 64 anos, que confessou à polícia ter matado sua esposa e ocultado seu corpo em uma cova no banheiro da casa em que viviam.

Segundo o perito criminal Leandro Valendorf, mesmo com a prescrição do crime, foram adotados todos os cuidados para obter uma amplitude de provas para que, no âmbito judicial, o acusado possa ser adequadamente processado no que for cabível. A ossada que pode ser de Luzinete Leal Militão foi localizada por profissionais da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e da Polícia Civil, ainda na sexta-feira.

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De acordo com Valendorf, após escavarem aproximadamente 65 centímetros do piso do banheiro foi possível encontrar algumas tábuas que, segundo o autor, foi posto ao lado do corpo simulando um caixão. “Como o autor do crime disse ter golpeado a vítima na região do pescoço com o emprego de um “pé-de-cabra” será também analisado se os fragmentos ósseos do maxilar foram produzidos pelos golpes ou em decorrência do processo de decomposição”, afirmou Leandro.

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Os ossos estavam enterrados em uma cova, dentro do banheiro da residência onde ela morava com a família, quando desapareceu, em Sinop. Junto à ossada da vítima foram encontrados diversos pertences como documentos, joias, carteira e roupas femininas.

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A escavação foi acompanhada pela equipe da Gerência da Criminalística de Sinop composta também pelos peritos criminais Nayane Lanzieri e Marcos Waetcher. Os trabalhos duraram aproximadamente três horas. Participaram também o perito médico legista Rafael Maximiano e a técnica em Necropsia Ludimylla Lins Gondin dos Santos.

Os restos mortais foram recolhidos e enviados à Gerência de Antropologia do IML de Cuiabá, inclusive, os fragmentos do osso maxilar para a determinação das causas das fraturas e da morte. Amostras do material serão enviadas para o exame de identificação genética, no Laboratório Forense da Politec, para a confirmação da identidade da vítima.

Conforme Só Notícias já informou, as irmãs de Luzinete reconheceram a carteira de identidade e alguns objetos pessoais, na sexta-feira. O resultado da identificação, no entanto, pode demorar de 30 a 60 dias, dependendo da quantidade de exames que estejam na frente. Enquanto isso o material recolhido fica sob cuidados do IML.

Jairo, que na época do crime estava com 40 anos, alegou arrependimento e foi à delegacia, confessou o assassinato e ocultação de cadáver. Ele alegou que tinha muito ciúmes. O delegado Ugo Reck disse, após a localização dos restos mortais, que, “a princípio, o crime está prescrito mas isso quem decide é o judiciário, o Ministério Público, mas entendo que o crime de ocultação de cadáver é crime permanente e ele (Jairo) pode responder inquérito policial por este crime”, declarou.  Após indicar para as autoridades onde enterrou o corpo, Jairo deixou o local sob protestos de alguns familiares de Luzinete, sendo chamado de “assassino”.

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