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domingo, 8 de novembro de 2026
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Justiça quebra sigilos e decreta prisão preventiva de 3 acusados de furtar pneus e atear fogo para bloquear BR-163 em Nova Mutum

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A Justiça Federal atendeu pedido do Ministério Público Federal (MPF) e decretou as prisões preventivas de três acusados de  furtar pneus de uma borracharia, colocar fogo neles no meio da BR-163, com o objetivo de interditar o trânsito de veículos, durante protestos, no último dia 23.

Ao serem abordados pela Polícia Militar, teriam disparado tiros contra os policiais e fugido do local em uma caminhonete, abandonada em uma propriedade rural, a PM informou que estava sem placa e os acusados se esconderam, mas passado algum tempo, se entregaram. Apesar de os policiais não encontrarem a arma de fogo utilizada pelos suspeitos, acharam uma cápsula de munição deflagrada 9mm no interior do veículo.

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Durante o depoimento para a PM, os investigados confessaram ter retirado as placas de identificação do veículo utilizado para o cometimento, em tese, dos crimes, com o objetivo de dificultar ou até mesmo impedir a identificação da autoria dos crimes. Também expuseram que a motivação dos crimes seria o descontentamento com o resultado das eleições. No veículo havia dois rádios de comunicação, os quais, se acredita, seriam utilizados como meio de comunicação com terceiros envolvidos nos movimentos.

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“Todas essas circunstâncias revelam uma conduta premeditada, organizada, continuada e com nítida escalada de violência tendente a obstruir a livre circulação de pessoas e veículos no Estado de Mato Grosso, tudo com o aparente objetivo de impugnar o resultado das urnas, cujo resultado já foi proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral”, afirmou o Juiz Federal da 5ª Vara em Mato Grosso, Jeferson Schneider.

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Sobre a decisão de converter a prisão em flagrante em prisão preventiva, o magistrado entende que “somente a prisão preventiva poderá preservar a ordem pública, pois qualquer outra medida cautelar revela-se insuficiente para resguardar a ordem pública”, sob os fundamentos da gravidade concreta do crime, da periculosidade social dos agentes e da possibilidade concreta de reiteração criminosa.

O juiz ainda acatou o pedido para retirada de sigilo telefônico dos acusados com a finalidade de obter acesso aos registros e informações das comunicações e mensagens de qualquer natureza, voz, texto e imagem, enviadas por qualquer meio ou programa, nos chips e nos aparelhos celulares, para ampliação das investigações.

A informação é da assessoria do MPF.

Conforme Só Notícias já informou, esta semana o juiz também converteu para prisões preventivas (tempo indeterminado) de dois homens, presos pela Força Tática da PM em Sinop, acusados de atentados contra carretas para bloquear a rodovia.

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