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sábado, 7 de novembro de 2026
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Justiça manda a júri popular por sete homicídios, roubo e furto acusado de chacina em Sinop

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A Justiça de Sinop decidiu levar a júri popular Edgar Ricardo Oliveira, acusado pela morte de sete pessoas em um bar no bairro Jardim Lisboa, em Sinop, em fevereiro deste ano. A chacina vitimou Maciel Bruno de Andrade Costa, Orisberto Pereira Sousa, Elizeu Santos da Silva, Getúlio Rodrigues Frazão Júnior, Josue Ramos Tenorio, Adriano Balbinote e Larissa de Almeida Frazão (12 anos).

O suspeito será julgado por sete homicídios qualificados. Contra seis vítimas, a denúncia é de assassinatos triplamente qualificados, cometidos por motivo torpe, de maneira cruel ou de forma que resultou em perigo comum e mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas. Pela morte de Larissa, o réu será julgado por homicídio com quatro qualificadoras, incluindo crime cometido contra menor de 14 anos.

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“Entendo que há indícios de que o crime foi praticado por motivo torpe, impulsionado pelo sentimento de vingança, em razão de o réu perder aposta em jogo de bilhar, utilizando-se de meio cruel, consistente no emprego de armas de fogo de elevado potencial lesivo e causadora de múltiplas lesões simultâneas, sendo as vítimas atingidas uma a uma, a maioria a curta distância, supostamente resultando em perigo comum, visto que os disparos foram efetuados em estabelecimento comercial, com várias pessoas e em direção à rua, colocando em risco número indeterminado de pessoas, bem como que uma das vítimas possuía tenra idade, sendo menor de quatorze anos”, afirmou juíza Rosângela Zacarkim dos Santos.

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“Além disso, também há indícios de que o crime foi cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, posto que, as vítimas Maciel, Orisberto, Elizeu, Getúlio e Josué foram rendidas e encurraladas na parece, tendo os disparos sido efetuados, bem como as vítimas Adriano e Larissa, foram alvejadas pelas costas, enquanto corriam do local, de modo que não puderam esboçar qualquer reação defensiva”, complementou a juíza.

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A magistrada também determinou que o réu deverá aguardar o julgamento na cadeia. Ela citou a necessidade de garantia da ordem pública “em razão da periculosidade real do agente, constatada do modus operandi supostamente utilizado para o cometimento do delito”.

Além dos sete homicídios, o réu também será levado a júri popular por furto e roubo. Ainda não há data definida para o julgamento. Edgar segue na cadeia Osvaldo Florentino Leite, o “Ferrugem”, em Sinop e pode recorrer da decisão.

Conforme Só Notícias já informou, o outro envolvido, Ezequias Souza Ribeiro, morreu em confronto com a polícia. Na denúncia do Ministério Público, consta que Edgar, acompanhado de Ezequias, apostou dinheiro em jogos de sinuca em um bar e perdeu cerca de R$ 4 mil para Getúlio.

Edgar, então, retornou ao estabelecimento acompanhado de Ezequias e “chamou a vítima Getúlio para novas partidas de sinuca, também com aposta em dinheiro, ocasião em que perdeu novamente e, de inopino, jogou o taco sobre a mesa, verbalizou com seu comparsa Ezequias que, de imediato, sacou uma arma de fogo e rendeu as vítimas, encurralando-as na parede do bar, enquanto Edgar se dirigiu à camionete e se apossou de uma espingarda”.

Em seguida, Edgar seguiu em direção às vítimas e efetuou o primeiro disparo contra Maciel Bruno, tendo, na sequência, realizado o segundo tiro em desfavor de Orisberto, enquanto o comparsa Ezequias disparou contra Elizeu. Edgar efetuou mais dois disparos, acertando Getúlio e Josue. Adriano e a adolescente Larissa tentaram correr e também foram atingidos por ele. As vítimas Maciel Bruno e Getúlio também foram alvejadas por Ezequias quando já estavam caídas.

Para a promotora de Justiça Carina Sfredo Dalmolin, os crimes foram cometidos por motivo torpe, “impulsionado pelo sentimento de vingança em razão de perder aposta em jogo de bilhar”, e praticados por meio cruel, “tendo em vista que foram efetuados disparos de espingarda calibre 12, arma de elevado potencial lesivo e causadora de múltiplas lesões simultâneas, e também pistola calibre .380, sendo as vítimas atingidas uma a uma, a maioria a curta distância, o que revela uma brutalidade fora do comum e a ausência de elementar sentimento de piedade”.

“Após o assassinato das vítimas, Edgar e Ezequias subtraíram a quantia em dinheiro que estava sobre a mesa de sinuca do estabelecimento comercial, referente à aposta do jogo feita com a vítima Getúlio”, narrou a promotora de Justiça, acrescentando que Edgar ainda ordenou ao comparsa que pegasse o dinheiro, tendo ele subtraído a bolsa com o celular e os pertences pessoais de uma mulher que estava no local. Em seguida, os homens fugiram em uma camionete S-10 branca.

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