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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Justiça determina desocupação e reintegração de posse de fazenda em Mato Grosso

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O juiz Emerson Cajango, em substituição na Vara Especializada de Direito Agrário, determinou, ontem, a imediata desocupação fazenda localizada em Colniza (1 mil km de Cuiabá). Foi fixada multa diária de R$ 1 mil por pessoa, em caso de descumprimento da decisão. “Defiro o revigoramento da medida de reintegração de posse da parte autora sobre o imóvel rural objeto desta ação, devendo ser expedida a competente carta precatória para cumprimento mediante o auxílio/intervenção do Comitê Estadual de Conflitos Agrários”, afirmou.

Canjango levou em conta possível conflito entre invasores e seguranças. A posse da área está em nome de uma empresa comandada pela família do ex-deputado José Riva.

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Conforme Só Notícias já informou, um grupo de aproximadamente 200 pessoas ocupou, na terça-feira, a fazenda que possui mais de 92 mil hectares. Segundo o Ministério Público Estadual, o clima no local é de tensão.

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Ainda segundo a assessoria do MP, a invasão ocorreu 2 meses após o Estado ter sido oficiado por meio da Promotoria de Justiça do município, do risco de conflito armado por disputas de terras na região.

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Na data da invasão o gerente da fazenda afirmou que não tinha tido confronto armado, já que a segurança privada recuou, mas a segurança da fazenda seria reforçada com a chegada de mais de 30 homens.

A preocupação do MPE é que ocorra novamente uma tragédia na região, assim como a registrada em abril do ano passado, quando 9 trabalhadores rurais foram brutalmente assassinados no Distrito de Taquaruçu do Norte.

Diante da situação, o MP comunicou novamente as autoridades competentes reiterando providências, já que há possibilidade de um confronto entre posseiros e seguranças.

“Não há dúvida de que a ausência de intervenção imediata do Estado pode ocasionar a morte de dezenas de pessoas”, afirmou o promotor de Justiça de Colniza, em ofício encaminhado ao governador do Estado, solicitando adoção de providências para impedir o conflito armado.

De acordo com o MPE, a fazenda vem sofrendo invasões desde o ano 2000 e que, após a reintegração de posse ocorrida em 2017, as ameaças se intensificaram até culminar com a invasão do grupo que tomou as terras à força.

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