Justiça de Sinop ainda não decidiu se prorroga inquérito da queda de boeing
O andamento das investigações da queda do boeing da Gol, na região de Peixoto de Azevedo, em setembro do ano passado, depende do parecer do Ministério Público, que recebeu o relatório parcial dos trabalhos feitos pela Polícia Federal de Mato Grosso, até o mês de dezembro. De acordo com uma fonte do Só Notícias, a prorrogação do prazo para conclusão do inquérito, solicitada pelo delegado federal Ramon Almeida Silva, no dia 13 de dezembro, também depende da decisão do MP, que deve ser entregue à Justiça Federal de Sinop.
O novo prazo foi solicitado para que dois controladores de vôos de Manaus (AM), que trabalhavam no dia do acidente, sejam ouvidos, além da necessidade de perícias em documentos do inquérito, que retratam as transcrições de dados de voz da caixa-preta do Legacy, que se envolveu na colisão com o boeing, deixando 154 mortos. As investigações podem ser encerradas caso o Ministério Público considere o material e provas suficientes e ofereça a denúncia, mas essa possível decisão também será analisado pela Justiça Federal.
Até o momento, a Polícia Federal indiciou os pilotos do jato Legacy, os americanos Joseph Paladino e Jean Lepore, com base no artigo 261, combinado com os artigos 263 e 258, todos do Código Penal, que prevêem o delito de ‘expor a perigo embarcação ou aeronave’, na modalidade culposa, agravado pelo resultado morte, com argumento de que houve falta de cuidados necessários, esperados e exigíveis de um piloto durante a realização de um vôo. Não foram descartados novos indiciamentos.

Até agora, uma série de possíveis causas foram apontadas para o acidente, mas a Polícia Federal só deve se pronunciar após o encerramento das investigações. Em outubro, a Justiça Federal de Sinop já havia concedido a prorrogação de 30 dias para que o inquérito fosse concluído.







