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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Justiça adia novamente júri de major acusado de matar caminhoneiro em Sorriso

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A juíza Emanuelle Chiaradia Navarro Mano adiou o júri popular de um major da Polícia Militar acusado de matar o caminhoneiro Israel Evangelista Carlos, 43 anos. O motorista foi atingido por tiros, durante uma operação das polícias Militar e Rodoviária Federal (PRF) na BR-163, em junho de 2003.

Inicialmente, o julgamento estava previsto ainda para o ano passado. Em novembro, a magistrada, que estava em licença médica, transferiu a sessão para o dia 4 de fevereiro deste ano. Agora, com o retorno de Sorriso à classificação de risco moderado de contágio da Covid, a juíza decidiu novamente adiar o júri, desta vez, para o dia 1º de julho. O réu, que era comandante da operação, irá a júri popular por homicídio simples.

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Conforme Só Notícias já informou, policiais que participavam da ocorrência declararam que fizeram uma barreira para tentar prender suspeitos de um assalto ocorrido em Sinop, quando a carreta conduzida por Israel passou pelo local “buzinando e dando sinais de luz”. Os agentes passaram a perseguir o veículo para averiguar o que estava acontecendo e deram ordens para que o motorista parasse.

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Israel, no entanto, teria dirigido por mais alguns quilômetros. De acordo com essa versão, após parar, o caminhoneiro também teria desobedecido ordem para sair do veículo. Instantes depois, o motorista teria descido e, “de forma brusca”, tentado correr em direção a uma área de mata, quando acabou sendo atingido por tiros.

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O policial chegou a ser absolvido, em 2010, pela juíza Débora Roberta Pain Caldas. Ela entendeu que o militar agiu no “estrito cumprimento do dever legal”, já que o “comportamento da vítima colaborou” para que fossem efetuados os disparos.

No entanto, o Ministério Público Estadual (MPE) recorreu e, em 2016, o Tribunal de Justiça reformou a sentença, determinando que o réu fosse a júri popular por homicídio. Na ocasião, os desembargadores da Segunda Câmara Criminal entenderam que havia dúvidas “acerca da legitimidade da conduta que culminou no óbito de Israel”.

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