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domingo, 8 de novembro de 2026
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Juiz revoga liminar e autoriza rescindir contrato da construção de nova rodoviária de Sinop

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O juiz da 6ª Vara Cível, Mirko Vincenzo Giannotte, revogou liminar que suspendia o decreto assinado pela prefeita Rosana Martinelli (PR) determinando a aplicação de multa de R$ 1,8 milhão para a empresa que deveria ter construído a nova rodoviária de Sinop. Em julho deste ano, a gestora havia determinado ainda a rescisão do contrato de concessão assinado em 2016, decisão que também havia sido derrubada, em caráter liminar, pelo magistrado.

Após o decreto assinado por Rosana, a empresa recorreu à Justiça, por meio de um mandado de segurança. Em agosto, Mirko autorizou a suspensão da decisão da prefeita reconhecendo, por exemplo, que a empresa não foi chamada para acompanhar a oitiva dos servidores públicos (testemunhas) na comissão processante, “as quais tiveram destaque no relatório final”. O documento embasou o decreto assinado pela gestora.

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Agora, o magistrado destacou que “referidos esclarecimentos não ensejaram prejuízo” ao grupo empresarial, “na medida em que os fiscais oitivados alegaram que não possuíam qualquer conhecimento acerca do contrato e os servidores somente esclareceram pontos dos relatórios apresentados por eles mesmos. Igualmente, verifica-se que a impetrante (empresa) foi intimada para especificação de provas, o fazendo de maneira genérica, não tendo arrolado testemunhas e nem especificado qualquer outro meio de prova”.

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Ainda na época da liminar, o magistrado também havia destacado que a comissão processante, que recomendou as sanções ao grupo e rescisão do contrato, era “incompetente” para avaliar possíveis falhas na concessão, uma vez que o documento estabelecia que a fiscalização seria exercidade pela prefeitura e Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados (Ager). Porém, após analisar informações prestadas pela prefeitura, Mirko apontou que não houve nulidade no processo administrativo.

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“A falta de convocação da Ager não representa nulidade do processo administrativo, na medida em que as cláusulas contratuais que indicam o poder de fiscalização e aplicação de sanção pela Agência Reguladora referem-se à execução das atividades objeto da concessão, ou seja, a prestação de serviço público. No entanto, o processo administrativo em comento foi instaurado para apuração da inexecução contratual relativa à obra pública que precederá o serviço público delegado e, portanto, a extinção do processo em razão da caducidade e a aplicação de sanções. Em outras palavras, a intervenção da Agência Reguladora encontra-se intimamente interligada com a efetiva prestação dos serviços públicos delegados à concessionária”, disse Mirko.

Em junho, conforme Só Notícias já informou, uma comissão formada por representantes da câmara municipal também recomendou que a prefeitura fizesse a rescisão do contrato vigente e abrisse nova licitação para contratar outra empresa para construir e gerir a rodoviária. A comissão também recomendou que a prefeitura aplicasse multas para a empresa, conforme especificação da cláusula do contrato de concessão.

O relatório foi assinado pelo vereador Dilmair Callegaro (PSDB). A comissão concluiu que a empresa não tinha condições financeiras de executar o contrato e descumpriu prazos e exigências como o protocolo de pranchas das plantas em desconformidade com as regras vigentes, com a finalidade de ganhar tempo até que conseguisse um comprador para lucrar com a obra.

A comissão iniciou os trabalhos no dia 15 de fevereiro, fez três oitivas e prestaram informações Paulo Abreu, diretor executivo da ProdeUrbs (prefeitura), Jaime Dallastra, diretor executivo da AGER, Ivan Schneider, procurador jurídico da prefeitura, e o empresário José Virgílio, proprietário do grupo contratado para gerir a rodoviária de Sinop. O relatório foi encaminhado ao Ministério Público Estadual (MPE), procuradoria jurídica do município e para empresa detentora da concessão.

A concessão da rodoviária foi feita na gestão do ex-prefeito Juarez Costa e a previsão era que o empreendimento fosse construído na avenida das Palmeiras, esquina com avenida dos Jacarandás, no Jardim Primaveras, de acordo com os padrões americanos e medidas modulares para futuras expansões. Inicialmente, teria mais de 80 lojas, nos segmentos de vestuários, alimentação, serviços, entretenimento para adultos e crianças, salas de cinema em 3D, além de amplo estacionamento. De acordo com o projeto, o complexo deveria criar cerca de 1,1 mil novas vagas de trabalho.

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