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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Juiz acata pedido do MP e torna réu casal acusado de mandar matar advogado em Mato Grosso

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O juiz da 14ª Vara Criminal de Cuiabá, Francisco Ney Gaiva, acolheu o pedido feito pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) para que o casal de agricultores Julinere Goulart Bentos e Cesar Jorge Sechi seja incluído como réu na ação penal que tramita na Justiça referente ao assassinato do advogado Renato Gomes Nery. O magistrado também deferiu o pedido de retificação de trechos da acusação inicial.

Com a decisão, tornam-se réus e passam a responder por homicídio qualificado, por motivo torpe, uso de meio que resultou em perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima, com agravante por a vítima ser idosa, além de associação a organização criminosa.

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Conforme a denúncia apresentada pelos promotores que integram o Núcleo de Defesa da Vida da Comarca de Cuiabá, Julinere e Cesar atuaram como mandantes do crime: ela, como autora intelectual e coordenadora do assassinato; e ele, como autor intelectual e responsável pela coordenação financeira do homicídio.

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O advogado Renato Gomes Nery, então com 72 anos de idade, foi assassinado a tiros em frente ao seu escritório em 5 de julho de 2024, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá. As investigações revelaram que o homicídio do advogado foi produto da atuação de uma estrutura criminosa organizada, com junção de múltiplos agentes, divisão de tarefas e finalidade específica de obter vantagem mediante a prática de infrações penais graves.

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A organização apresentou clara estruturação em núcleos operacionais distintos. Segundo o MP, o Núcleo de comando seria composto pelos mandantes Julinere Goulart Bentos e Cesar Jorge Sechi, vinculados aos interesses econômicos contrariados pela vitória judicial da vítima na disputa fundiária; Núcleo de intermediação seria Jackson Pereira Barbosa (intermediário principal), Ícaro Nathan Santos Ferreira (fornecimento de arma e repasse de pagamento) e Heron Teixeira Pena Vieira (coordenador operacional).

Além disso, também foi identificado o núcleo operacional: Heron Teixeira Pena Vieira (coordenador) e Alex Roberto de Queiroz Silva (executor); e o núcleo de obstrução: responsável especificamente pela ocultação posterior da arma do crime mediante sua inserção em contexto forjado, e por outras ações destinadas a dificultar as investigações.

O pedido de aditamento foi assinado pelos promotores de Justiça Rinaldo Segundo, Vinicius Gahyva Martins e pela promotora de Justiça Élide Manzini de Campos. Eles também promoveram a retificação do tópico que trata da participação do policial militar Ícaro Nathan Santos Ferreira.

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