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sábado, 7 de novembro de 2026
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Jornal americano repercute caso de desmatamento químico em Mato Grosso

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A edição do jornal norte-americano The New York Times de hoje repercutiu o caso de desmatamento químico provocado por um pecuarista na região do Pantanal mato-grossense. “Mais sorrateiros que o fogo, os produtos químicos matam as árvores do Brasil”, é o título da reportagem de capa na edição impressa. Em entrevista à publicação, a promotora de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso Ana Luiza Avila Peterlini de Souza revelou que o desmatamento químico é mais difícil de detectar, parece um incêndio e pode desmatar milhares de hectares em pouco tempo.

“Os criminosos estão sempre à frente de nós”, alertou Ana Luiza Peterlini. Segundo a promotora, os fazendeiros estão recorrendo a produtos químicos para evitar a detecção por meio dos sistemas de monitoramento via satélite, uma das defesas primárias contra o desmatamento. Esses sistemas apontam o desaparecimento abrupto da floresta, evidenciando corte raso ou queimada. Já os herbicidas fazem com que as árvores percam lentamente as folhas e sequem até morrer, dificultando diferenciar o processo de uma morte natural da árvore.

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Conforme a reportagem, o desmatamento químico representa uma ameaça ainda maior se comparado aos meios tradicionais, uma vez que traz consequências mais danosas ao meio ambiente, como a contaminação do solo e de águas subterrâneas. Além disso, a pulverização aérea pode causar o envenenamento de pessoas.

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A publicação cita o caso do pecuarista denunciado pelo MPMT, que se tornou réu por cometer um dos maiores desmatamentos ilegais no Brasil, utilizando-se de produtos químicos. Ele é acusado de pulverizar agrotóxicos em 300 quilômetros quadrados de vegetação na região do Pantanal, a maior planície alagável do mundo. O MP busca indenização no valor de US$ 1 bilhão em compensação pelo dano ambiental.

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