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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Índios devem permanecer na Funasa até quinta-feira

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A ocupação da sede da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) em Cuiabá, iniciada na manhã de segunda-feira, vai continuar pelo menos até a próxima quinta-feira, quando um assessor do presidente da Funasa deve vir a capital para negociar com os índios. Segundo o agente de saúde indígena João Osvaldo, até o momento o coordenador do órgão, Marcos Antônio, não entrou em contato com os líderes do movimento. “Temos informações de que ele está se escondendo de nós”, afirmou. Osvaldo deixou claro que a ação é pacífica e que ninguém foi feito refém.

“Nós queremos a liberação da verba para dar continuidade ao atendimento em nossas aldeias. Queremos um documento assinado pelo presidente da Funasa que comprove que o repasse será feito”, disse João Osvaldo. O agente de saúde indígena explica a falta de dinheiro vem impedindo uma série de atividades urgentes nas aldeias. “Temos crianças doentes que precisam de atendimento qualificado, mulheres gestantes com problemas, mas sem o dinheiro não temos como encaminha-las”, apontou.

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Segundo a Funasa, a demora para a liberação do dinheiro se dá em virtude de problemas de prestação de contas ONG Operação Amazônia Nativa (Opan), que terceiriza o atendimento de saúde a três etnias em Mato Grosso. A Funasa só repassar a verba quando a prestação de contas estiver avalizada. Desde 2004 a ONG já recebeu R$ 6,567 milhões.

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A Opan afirma que a prestação de contas já foi enviada à Brasília e não existe nenhuma irregularidade. Conforme informações da assessoria de imprensa da ONG, todos os convênios com a Funasa estão passando por uma análise mais demorada, devido a CPI das ONG’s, que pressiona por mais clareza nos contratos e repasses.

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A ONG rebateu as críticas do presidente da Funasa, Danilo Forte, que caracterizou a Opan como incapaz de colocar um médico por aldeia. “Não existe convenio no Brasil que consiga colocar um profissional em cada aldeia. Nosso trabalho, firmado em contrato, é fazer a atenção primária, e, nesse sentido, colocamos um enfermeiro em todas as aldeias que atendemos”, informou a assessoria da Opan.

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