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sábado, 7 de novembro de 2026
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Ibama doa 39 toneladas de arroz produzido em terra indígena em MT

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O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) doou, na quarta-feira (18), 39 toneladas de arroz à Prefeitura de Brasnorte (região Oeste). O cereal foi plantado em área embargada em uma fazenda, situada dentro da terra indígena da etnia Irantxe-Manoki. No local foram apreendidos duas colheitadeiras e um trator. O proprietário foi multado três vezes pelas mesmas infrações: descumprir embargo e impedir regeneração da vegetação nativa. Os valores ultrapassam os R$ 9,6 milhões.

Em 2006, o proprietário de uma fazenda cuja área total é de 8.793 hectares, desmatou de forma ilegal 1.690 hectares. A área foi embargada e o proprietário multado em R$ 1,7 milhão. Em 2009, por decisão administrativa da autoridade competente, o embargo foi homologado. Em 2010, foi verificado pelo Ibama que o embargo da área estava sendo descumprido. Por conta dessa infração, o proprietário foi multado em R$ 500 mil. Em março deste ano, dentro da operação Onda Verde, por meio de satélite, cujas imagens tem cinco metros de resolução, constatou-se novo descumprimento do embargo aplicado em 2006. Levando-se em conta a reincidência do proprietário, o órgão aplicou multa de R$ 7,6 milhões por impedir a regeneração da vegetação nativa e mais R$ 850 mil por descumprimento do embargo.

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Segundo a coordenadora da operação Onda Verde em Juína, Cláudia Zagaglia, além dos recorrentes descumprimentos da decisão do Estado de interromper suas atividades na área, visando à regeneração florestal, o proprietário desmatou este ano a área em que já havia sido iniciada regeneração da vegetação nativa.

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Em consulta aos protocolos de solicitação de regularização da área, tanto a Licença Ambiental Única (LAU), quanto o Cadastro Ambiental Rural (CAR), indicam que a área da propriedade, que está embargada, encontra-se no interior dos limites da terra indígena Irantxe-Manoki. Por conta dessa situação, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) tem encontrado dificuldades para dar continuidade ao processo de regularização, tendo, inclusive, arquivado temporariamente um dos processos.

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Em abril, uma das equipes da operação Onda Verde flagrou colheita em 250 hectares da área embargada. A atividade foi interrompida pelo Ibama quando já havia em torno de 600 toneladas de arroz colhidas. "Conseguimos apreender 39 toneladas, que estavam no local, o próximo passo é rastrear as outras 550 toneladas para responsabilizar também os intermediários, tanto em relação ao transporte, ao armazenamento, quanto à compra desse produto ilegal", informa Cláudia Zagaglia.

A área será monitorada para que não haja a retirada dos grãos maduros, prontos para serem colhidos, nem dos que estão em fase de crescimento para a próxima safra, o que acontecerá daqui a 15 dias.

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