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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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Ibama decide decretar moratória de 6 meses do desmatamento no Estado

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O interventor do Ibama em Mato Grosso, Elielson Ayres de Souza, anunciou que o Ministério do Meio Ambiente decidiu proibir por seis meses o desmatamento no Estado. Ele disse que a medida, batizada de moratória do desmatamento, é inédita no Brasil. Mato Grosso foi o responsável por quase 50% da área de cerca de 26 mil quilômetros quadrados (o equivalente ao tamanho de Alagoas) devastada na Amazônia no período 2003-2004.

Segundo o interventor, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva assinará a portaria com a proibição em Mato Grosso na próxima quarta-feira. Ele também informou, segundo o jornal “Folha de S.Paulo”, que a “moratória do desmatamento” poderá ser estendida também aos Estados de Pará e Rondônia.

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Em Mato Grosso, Pará e Rondônia foram decretadas pela Justiça Federal no início de junho as prisões de 147 supostos integrantes de uma quadrilha responsável por esquema de desmatamento ilegal, o qual resultou na derrubada de cerca de 2,5 milhões de metros cúbicos de madeira. É o equivalente a 83 mil caminhões, uma carga avaliada em quase R$ 1 bilhão. A Polícia Federal indiciou 90 acusados, entre eles vários funcionários do Ibama, órgão que sofreu intervenção no Estado.

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O então secretário do Meio Ambiente de Mato Grosso, Moacir Pires, foi preso e liberado cinco dias depois. Conhecido como “o rei da soja”, o governador Blairo Maggi (PPS), que demitiu Pires após a prisão, é acusado pela imprensa internacional de favorecer o desmatamento em favor da agricultura. Ele nega.

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A quadrilha operava com a emissão de ATPFs (Autorizações para Transporte de Produtos Florestais) falsificadas ou em branco, vendidas por servidores do Ibama por R$ 1.000. Os documentos eram usados por 141 madeireiras-fantasmas para justificar a origem de árvores cortadas ilegalmente em áreas de preservação permanente e até em terras indígenas.

Donos de madeireiras e prefeitos dos municípios do norte de Mato Grosso afirmam que haverá desemprego com a interrupção no desmatamento. A medida do ministério atinge também produtores rurais que não poderão derrubar árvores para abrir pasto ou área destinada à agricultura, informou Souza.

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