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sábado, 7 de novembro de 2026
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Homem é condenado a 28 anos de prisão por latrocínio em Sinop

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A juíza da 2ª Vara Criminal, Débora Roberta Pain Caldas, condenou a 28 anos de prisão Célio Damião Pereira de Oliveira, 25 anos, por envolvimento no latrocínio de Jorge Roberto da Silva, 45 anos. O crime ocorreu em janeiro, em uma residência, no Jardim das Acácias.

Na sentença também foram inclusos os crimes de tentativas de latrocínio (contra parentes de Jorge Roberto) e corrupção de menores (por duas vezes), em concurso formal impróprio. Célio começará a cumprir a pena em regime fechado, no presídio Osvaldo Florentino Leite, o “Ferrugem”. No entanto, ainda cabe recurso da decisão.

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O filho de Jorge Roberto afirmou, perante ao juízo, que estava com a família na residência, quando, no momento em que abriram o portão, foram surpreendidos por três criminosos armados. Ele contou que os suspeitos anunciaram o assalto e mandaram todos entrar na casa. No caminho, no entanto, Heitor Camargo, 75 anos, pai de Jorge, tropeçou na calçada. Em “resposta” um dos assaltantes disparou contra ele.

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De acordo com esta versão, Jorge Roberto “pulou” no ladrão e acabou atingido por um tiro na cabeça. O filho da vítima, então, entrou em luta corporal com o acusado, que desferiu mais um disparo. O disparo, segundo ele, passou próximo ao seu ouvido. O homem contou que conseguiu tomar a arma do assaltante, que acabou fugindo junto com os outros dois suspeitos, sem levar nada da residência.

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Célio, por outro lado, negou a versão de latrocínio. Ele justificou que um dos adolescentes envolvidos no crime tinha uma “rixa” antiga com a vítima. O réu declarou que o menor entrou na casa, sacou a arma e efetuou os disparos. O motivo, segundo esta versão, seria um desentendimento de trânsito.

Débora Roberta destacou que a versão contada por Célio é “contrária às provas” reunidas durante o processo. “Ademais, além das declarações das vítimas, o menor envolvido na prática dos crimes imputados ao acusado, confessou na delegacia de Polícia que saíram para praticar o crime de roubo, esclarecendo, ainda, que a residência onde os fatos ocorreram foi escolhida ocasionalmente. Registre-se que em momento algum afirmou, perante a autoridade policial, sobre a existência de uma suposta “rixa” entre uma das vítimas e algum deles”.

Conforme Só Notícias já informou, o menor de 16 anos se apresentou, em fevereiro, acompanhado de um advogado. Ele foi encaminhado para o centro de ressocialização. A Justiça já havia deferido o pedido de internação por tempo indeterminado. Um outro adolescente chegou a ser apreendido acusado de participar do latrocínio. No entanto, com parecer favorável da Promotoria de Justiça, o juiz Cléber Luís Zeferino de Paula revogou a internação, por entender que “não ficou evidenciado” o envolvimento dele na morte de Jorge Roberto. O menor acusado de atirar na vítima continua foragido.

Jorge era ministro da Eucaristia na Igreja Católica (paróquia São Camilo e também na comunidade Santa Ana) e também ajudava em pastorais. Ainda cursava Engenharia Civil na Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat). Ele foi velado e sepultado em Sinop.

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