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sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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Greve no INSS completa quatro meses e 36 mil pessoas deixaram de ser atendidas no Estado

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A greve dos médicos peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) completou quatro meses no dia 4 deste mês e não tem previsão de término. Cerca de 36 mil pessoas deixaram de ser atendidas nas agências do órgão no Estado. A demanda mensal é de aproximadamente nove mil perícias, mas desde o início da greve o número caiu para três mil. Ao todo, 35 profissionais atuam em 12 agências de Cuiabá. Além disso, 12 peritos médicos atendem os postos de Sinop e região.

A paralisação afeta os segurados que necessitam de perícias para receber benefícios, já que o atendimento está reduzido em cerca de 70% nas unidades do INSS. Apenas 30% dos médicos mantêm atendimento nas agências.

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O delegado da Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP), Birston Cristiano da Silva, informa que cerca de 300 perícias deixam de ser feitas por dia na capital mato-grossense. “O governo insiste na estratégia de não negociar. Porque nossa pauta de reivindicações não está baseada em salário e sim em reestruturação de condições de trabalho”.

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Entre as reivindicações, está a adequação da jornada de trabalho para 30h e a mudança de critérios para recebimento de gratificações. “Nossos salários estão cortados há quatro meses. A greve não foi considerada ilegal, mas ainda assim cortaram. Foi de maneira absolutamente arbitrária”.

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Ele argumenta que os servidores recebem gratificação baseada na fila de espera por atendimento, mas avalia que os médicos não têm controle sobre o número de segurados e de peritos contratados. “Desde 2010, não se contrata em Cuiabá. A quantidade de médicos está reduzindo e dos segurados aumentando. A gratificação não pode ser baseada na fila”.

A negociação entre a categoria de médicos peritos com o governo é feita por meio do Ministério do Planejamento. Em nota, a pasta informou que a carreira dos médicos peritos do INSS não está entre as categorias de servidores que assinaram termos de acordo salarial com o Executivo.

O ministério afirma que o governo apresentou à Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP) uma proposta que contempla a maioria dos pontos exigidos na mesa de negociação. O único ponto de discordância é a exigência dos médicos de redução da jornada de trabalho, de 40h para 30h semanais, sem perda de remuneração.

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