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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Greve dos servidores municipais de Guarantã completa 25 dias

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A greve dos funcionários públicos de Guarantã do Norte continua e o impasse parece longe de ter um fim. O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, Jean Amorim, informou, ao Só Notícias, que recorreu ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso, na terça-feira (28), pedindo revogação da liminar do desembargador Luiz Ferreira Leite que determinou a volta imediata dos funcionários ao trabalho. A decisão pode sair ainda hoje.

"Pedimos também uma conciliação em regime de urgência, porque a prefeita se nega a negociar, a fazer uma proposta. Mas está contratando pessoal para trabalhar", disse o presidente. Segundo ele, a paralisação dos quase 160 funcionários continua forte desde o dia 7 de janeiro. Os serviços inadiáveis, na área da saúde, por exemplo, são atendidos, através de uma escala dos funcionários grevistas. O restante não está sendo feito. Alguns setores como infraestrutura e obras não aderiram à greve. Os trabalhadores da Educação ainda não aderiram e aguardam o cumprimento de um acordo realizado com a prefeita.

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Entre as reivindicações dos servidores estão reajuste salarial de 13%, referente a inflação acumulada; correção da folha de pagamento e piso salarial não respeitado, para profissões regulamentadas em âmbito nacional.

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Na última decisão judicial, ficou determinado que os servidores deveriam retornar ao trabalho em 24 horas sob pena de multa diária de R$ 5 mil, a ser paga pelo sindicato que representa a categoria. A decisão do desembargador Luiz Ferreira da Silva, foi em pedido de reconsideração formulado pelo município contra decisão que indeferiu o pedido de antecipação de tutela em ação declaratória de ilegalidade de greve movida contra o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Guarantã do Norte.

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O desembargador solicitou também que seja realizada com urgência, pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos do Tribunal de Justiça, uma audiência conciliatória entre a Prefeitura de Guarantã do Norte e o sindicato. O objetivo é tentar encontrar um consenso para as reivindicações dos trabalhadores e as possibilidades financeiras da prefeitura.

A prefeitura alega que, de acordo com o orçamento de 2014, seu gasto com pessoal está no limite máximo imposto pela lei e fiscalizado pelo Tribunal de Contas, não tendo condições financeiras de, no momento, conceder qualquer reajuste aos servidores. Destaca também o impacto que já irá onerar a folha de pagamento em decorrência do reajuste do salário mínimo nacional. O Executivo alega ainda que tomou várias providências para o incremento da receita municipal no ano de 2013, cujos efeitos somente surtirão no corrente ano, e pede prazo de 90 dias para analisar a viabilidade do atendimento das reivindicações do sindicato, quando então terá dados técnicos para subsidiar uma decisão a respeito.

(fotos: divulgação)

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