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quinta-feira, 5 de novembro de 2026
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Governo sinaliza para tabela de frete mas bloqueios continuam em MT

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O anúncio do governo federal, agora há pouco, de que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) vai publicar, nesta sexta-feira, uma resolução instituindo o procedimento para elaboração da tabela referencial dos custos de fretes, aponta apenas para reinício das discussões com caminhoneiros e não sinaliza o fim dos bloqueios, que em Mato Grosso, ocorrem  nas BRs 163 e 364. A afirmação é do representante da categoria do Centro-Oeste, empresário de Lucas do Rio Verde, Gilson Baitaca, que explicou ao Só Notícias, o encerramento das manifestações somente quando ocorrer a oficialização da tabela, publicada no Diário Oficial.

Baitaca explicou que os manifestantes seguem posicionados nos pontos do Estado. “O anúncio do governo sinaliza apenas o início das discussões. Os bloqueios só vão parar quando estiver tudo acertado, assinado e publicado, já para entrar em vigor”, afirmou. “O governo agora vai se reunir com os representantes dos setores e vamos tentar chegar a um acordo. Mas enquanto isso, a mobilização segue irredutível”, acrescentou.

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Os bloqueios começaram hoje. A Polícia Rodoviária Federal informou, que um novo ponto está sendo realizado na BR-163, no km 1058, em Guarantã do Norte. Nesta mesma rodovia, os manifestantes estão concentrados em Lucas do Rio Verde, desde o início desta madrugada; em Nova Mutum e em Sorriso, na saída para Cuiabá. Já na BR-364, são dois bloqueios em Rondonópolis e outros dois na região de Diamantino. Os motoristas de Sinop devem aderir. Pela manhã, havia sido informado que haviam aderido mas ainda não houve bloqueio.

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Em alguns trechos foram colocados cones e pneus na rodovia. Motoristas ficam fazendo controle e liberando a passagem de carros, caminhonetes, ônibus e motos. O protesto é por tempo indeterminado e há previsão de mais adesões de caminhoneiros em Tangará da Serra, Guarantã do Norte, Matupá, Alta Floresta e Tapurah, segundo a coordenação do manifesto.

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Conforme Só Notícias já informou, O preço mínimo do frete considera os gastos com o caminhão no transporte como pneus, taxas e combustível. Um dos exemplos apresentados é de um trecho de 600 quilômetros, que corresponde aproximadamente o trajeto de Lucas do Rio Verde a Rondonópolis, em que o preço da tonelada seria de R$ 103,83. Hoje, conforme a representatividade do setor no Estado, o valor é de R$ 90, na safra.

Na primeira manifestação dos caminhoneiros, em fevereiro, houve desabastecimento de combustíveis, gás de cozinha e outros produtos em várias cidades do Nortão. O receio é que esta situação volte a ocorrer novamente com estes novos bloqueios.

(fotos:Rafel Souza e Só Notícias/Chico Telo/arquivo)

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